Publicado em 07/02/2017 às 10:04 PM

Movimento quer mostrar aos EUA a importância do trabalhador imigrante

Movimento quer mostrar aos EUA a importância do trabalhador imigrante

Cenas do filme 'Um dia sem mexicanos', que mostra o americano colocando a mão na massa sem a mão-de-obra imigrante Cenas do filme 'Um dia sem mexicanos', que mostra o americano colocando a mão na massa sem a mão-de-obra imigrante

Com todas as sanções e perseguições que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplicou no mês de janeiro, o medo se instaurou em algumas comunidades imigrantes. Muitos temem que as prisões e deportações de criminosos, acabem prejudicando os estrangeiros trabalhadores.

Por isso, grupos ativistas estão se mobilizando para realizar no dia 16 uma paralisação geral envolvendo os milhões de imigrantes que vivem no país. Chamado de "Um dia sem imigrante", o movimento tem como objetivo mostrar que o país terá grandes problemas se o presidente continuar com esta onda de perseguição.

Segundo o presidente da Central do Trabalhador Imigrante, Márcio Porto, a deportação em massa refletirá de forma imediata na economia dos EUA, "pois existem milhares de seguradoras, bancos e empregadores que dependem diretamente da mão de obra imigrante".

Ele ainda afirma que outro setor que sofreria uma queda bastante brusca seria o setor imobiliário, tanto em venda de imóveis, como em alugueis.

Em relação ao movimento de paralisação no dia 16, Porto explica que será "escancarado" para a América a falta que os imigrantes fazem para este país. "O presidente Donaldo Trump será pressionado a rever as suas decisões e entender que a melhor maneira de enfrentar os indocumentados será legalizando a todos", afirma.

Ainda segundo ele, depois de uma legalização é que Trump deve pensar em organizar as leis de imigração ultrapassadas. "A CTIB conclama todos os imigrantes brasileiros, legal ou não, para ligarem para seus patrões e dizerem que estão doentes, no dia 16 de Fevereiro", fala. "Desta forma, vão ajudar no movimento, mas não vão afrontar seus patrões e nem ter problemas no emprego", explica.

Ele fala que será um dia pacífico, onde não haverá baderna ou atos públicos. "Será um dia de reflexão e repouso, nossa avaliação, e fazer o norte-americano sentir falta da arrumadeira, do lavador de pratos, do auxiliar de enfermagem, do jardineiro, do mecânico, do entregador de pizza, dos alunos filhos dos imigrantes", conclui.

Esse movimento tomou forma nas redes sociais e está reunindo milhares de adeptos.

Fonte: Brazilian Times