Publicado em 26/02/2017 às 06:00 PM

Brasileira denunciada por compatriota sai da cadeia da Imigração

Patrícia Marques da Silva foi detida por agentes do ICE em 10 de janeiro e liberada na segunda-feira (13), após pagar a fiança de US$ 6 mil

“Eu rezo para esta pessoa que me denunciou, porque é uma maldade tão grande que não tenho nem palavras”, disse Patrícia Marques da Silva “Eu rezo para esta pessoa que me denunciou, porque é uma maldade tão grande que não tenho nem palavras”, disse Patrícia Marques da Silva

A mineira Patrícia Marques da Silva deixou o Brasil em dezembro de 2014 em busca do amor e a possibilidade de conquistar o sonho americano. Através da internet, ela havia conhecido seu atual companheiro, que a convenceu a imigrar para os Estados Unidos, especificamente a cidade de Framingham (MA). Uma vez no país, ela trabalhava como manicure e na limpeza de casas e enviava dinheiro para os filhos de 4 e 7 anos de idade que ela deixou aos cuidados da avó materna em Belo Horizonte (MG).

“Eu levava uma vida normal, como todo imigrante que chega aqui. Cheia de sonhos e expectativas. Comecei a trabalhar e a enviar dinheiro para os meus filhos de quatro e sete anos que vivem no Brasil”, disse ela ao jornal Achei USA.

Denunciada à imigração:

Entretanto, na manhã de 10 de janeiro, a vida de Patrícia virou de pernas para o ar depois que agentes do Departamento de Imigração (ICE) bateram à sua porta às 6:40 am e a levaram presa. Ela ficou detida 1 mês e 4 dias no Centro de Detenção de Dartmouth, em Bedford (MA), no Condado de Bristol. Durante a audiência preliminar perante um juiz de imigração, Silva foi informada pelo magistrado que havia sido denunciada por alguém. A denúncia alegava que Patrícia teria permanecido nos EUA depois da expiração do seu visto de turista em junho de 2015. Ela foi liberada na segunda-feira (13), após pagar a fiança no valor de US$ 6 mil. A próxima audiência deverá ocorrer daqui a 6 meses.

“Eu já tinha um quadro depressivo desde o Brasil e o quadro se agravou na prisão. Fiquei muito mal. Lá dentro fui bem tratada, tinha comida e toda assistência, mas é uma prisão. Eu rezo para esta pessoa que me denunciou, porque é uma maldade tão grande que não tenho nem palavras”, comentou.

Ela acrescentou que não faz ideia de quem possa ter feito a denúncia. Durante o tempo em que ficou detida, Silva sofreu de depressão aguda.

Campanha beneficente:

Para que ela pudesse aguardar o julgamento em liberdade, amigos conseguiram emprestados os US$ 6 mil usados para pagar a fiança, além dos custos com um advogado de imigração que representasse Patrícia. Em decorrência disso, foi lançada no website GoFundMe.com a campanha: https://www.gofundme.com/help-by-making-a-donation, cujo objetivo é angariar US$ 10 mil para devolver o dinheiro emprestado da fiança e pagar os honorários de um advogado que defenda o caso.

“Agradecemos a quem, caso conheça ou indique algum advogado que cobre menos de 4 mil dólares e que ajude a Patrícia, nas próximas audiências. Toda ajuda é válida, toda forma de ajuda estamos aceitando, mesmo se for por informações, pois não temos experiência nessa situação”, postou Sheila Benner na página do GoFundMe.com.

Patrícia não esconde a saudade dos filhos e revelou que tem vontade de retornar ao Brasil, entretanto, acha que eles teriam mais oportunidade nos EUA. Ela acrescentou que sonha em trazê-los legalmente.

Fonte: Brazilian Times