Publicado em 09/03/2017 às 02:00 PM

Wikileaks: 'Não vazou nem 1% do que tem em mãos ainda'

O 'Year Zero' inclui 8.761 documentos e arquivos

A WikiLeaks disse hoje que vazou apenas 1% do "Vault 7", uma coleção de documentos vazados da CIA que revelou a extensão de suas capacidades de hacking, até agora. No entanto, a organização não forneceu mais informações sobre a ocorrência de mais vazamentos ou sobre quantas séries constituiriam a coleção.

Os vazamentos revelaram os alvos de hacking da CIA, com televisores inteligentes infiltrados para a coleta de áudio, mesmo quando o dispositivo está desligado.

O sistema operacional Google Android, usado em 85% dos smartphones do mundo, também foi exposto como tendo graves vulnerabilidades, permitindo que a CIA "armas" os dispositivos.

A CIA não confirmou a autenticidade do vazamento. "Nós não comentamos sobre a autenticidade ou conteúdo de supostos documentos de inteligência", disse Jonathan Liu, um porta-voz da CIA, citado dizendo em The Washington Post.

O WikiLeaks afirma que o vazamento originou dentro da CIA antes de ser "perdido" e circulado entre "ex-hackers do governo dos EUA e contratados". A partir daí, as informações sigilosas foram passadas para os colegas de Julian Assange.

A criptografia de ponta a ponta usada por aplicativos como o WhatsApp foi revelada como fútil contra as técnicas de hacking da CIA, apelidadas de "Year Zero", que eram capazes de acessar mensagens antes que a criptografia fosse aplicada.

O vazamento também revelou a capacidade da CIA de esconder sua própria impressão digital e atribuí-la a outros, incluindo a Rússia. Um arquivo de impressões digitais — vestígios digitais que dão uma pista sobre a identidade do hacker — foi recolhido pela CIA e deixado para trás para tornar os outros responsáveis. (SputnikBrasil)

Fonte: www.noticiasaominuto.com.br