Publicado em 19/03/2017 às 10:08 PM

Promotores recomendam 10 anos de cadeia para CEO da Telexfree

Promotores recomendam 10 anos de cadeia para CEO da Telexfree

James Merrill poderá ficar presi por 10 anos James Merrill poderá ficar presi por 10 anos

Promotores Federais estão recomendando 10 anos de prisão para James Merrill, ex-chefe executivo da Telexfree, por seu envolvimento em um dos maiores esquemas de pirâmide financeira de todos os tempos.

Merrill, de Ashland, se declarou culpado pela acusação de várias fraudes neste esquema que prejudicou aproximadamente um 1,9 milhões de pessoas de mais de 100 países que perderam US$3,5 bilhões.

Ele será condenado em um Tribunal Federal em Worcester (Massachusetts) na próxima semana. O seu sócio, Carlos Wanzeler, permanece foragido no Brasil, seu país natal.

Nos memorandos de condenação apresentados na quinta-feira (16/03), os promotores alegaram que, de fevereiro de 2012 a abril de 2014, a Merrill administrou as operações diárias da TelexFree, controlou suas contas bancárias e ajudou a projetar seu sistema de compensação.

A empresa, anteriormente sediada em Marlborough (MA) e no Brasil, vendia supostos planos de serviços de telefonia via Internet, mas na verdade recrutava grandes somas de pessoas que investiam cerca de US $ 1.400 cada uma. No esquema, o dinheiro dos novos investidores era usado para pagar os participantes mais antigos.

Massachusetts foi o estado mais atingido, com 41.050 investidores, quase um quarto dos 169.554 participantes dos EUA, de acordo com os registros judiciais.

A TelexFree tinha como alvo principal as comunidades imigrantes brasileiras e dominicanas em Framingham, Lawrence e Everett. O prejuízo médio por pessoa, em Massachusetts, foi de US$ 2.940, segundo os promotores.

"Estes dólares foram perdidos por pessoas que confiaram no sistema TelexFree e investiram, em muitos dos casos, suas economias de vida", disseram os promotores. "Não é exagero dizer que Merrill e o sócio Carlos Wanzeler destruíram a vida de milhares de pessoas em todo o mundo".

Fonte: Brazilian Times