Publicado em 27/03/2017 às 10:47 PM

Efeito Trump: Escolas em Toronto cancelam viagem aos EUA

Decreto de lei do Presidente Donald Trump na imigração pode barrar estudantes canadenses em visita ao país

“Ao mesmo tempo, nenhum viagem envolvendo estudantes ou funcionários aos EUA será agendada até segunda ordem”, disse John Malloy, presidente do Distrito Escolar de Toronto “Ao mesmo tempo, nenhum viagem envolvendo estudantes ou funcionários aos EUA será agendada até segunda ordem”, disse John Malloy, presidente do Distrito Escolar de Toronto

O Distrito Escolar de Toronto, o maior do Canadá, parou de agendar viagens aos Estados Unidos, citando como motivo os decretos de lei assinados pelo Presidente Donald Trump na imigração. Na quinta-feira (23), o diretor John Malloy disse que, embora a ordem executiva de Trump tenha sido suspensa na justiça, “continuam incertas essas restrições novas; especificamente no que diz respeito a quem será impactado e quando”.

A ordem de Trump revisada, que impede a entrada nos EUA de cidadãos naturais do Iran, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen por 90 dias e impede os refugiados por 120 dias, foi bloqueada por um juiz federal no Havaí, na quarta-feira (15).

Malloy detalhou que as viagens já aprovadas, 24 delas envolvendo 900 estudantes, acontecerão. Ele acrescentou que, caso o decreto de lei seja implantado, o que resultaria em alguns estudantes serem proibidos de entrar nos EUA, ele cancelaria as viagens escolares já aprovadas.

“Ao mesmo tempo, nenhum viagem envolvendo estudantes ou funcionários aos EUA será agendada até segunda ordem”, escreveu Malloy num comunicado. “Apesar de viagens já aprovadas estejam ocorrendo dessa vez, é importante frisar que, caso tal ordem deva ser implantada, resultando em qualquer exclusão de nossos alunos nessas viagens através da fronteira com os EUA, então, o departamento me pediu para cancelar as viagens já aprovadas aos EUA para o resto do ano escolar”.

Trump alegou que as ordens executivas permitem tempo necessário para rever os processos de avaliação migratórios e de refugiados para impedir que terroristas em potencial entrem nos EUA. O segundo decreto de lei de Trump eliminou uma dos elementos mais controversos do primeiro. Ele remove o Iraque das listas dos países excluídos depois que as Forças Armadas disseram que isso prejudicaria as relações com o país, que é líder na luta contra o Estado Islâmico no Iraque com o apoio de uma coalisão internacional.

Fonte: Brazilian Voice