Publicado em 03/04/2017 às 08:00 AM

Mulher admite que mantinha imigrante em cativeiro e injetava esperma nela

Mulher admite que mantinha imigrante em cativeiro e injetava esperma nela

Esthela pode pegar 20 anos de prisão Esthela pode pegar 20 anos de prisão

Uma mulher da Flórida admitiu ter mantido uma mexicana em cativeiro por dois anos, forçando-a a fazer trabalhos domésticos e injetando nela, com seringas, o esperma de seu namorado.

Esthela Clark, de 47 anos, se declarou culpada de uma única acusação de trabalho forçado em um Tribunal Federal, na segunda-feira (27), de acordo com documentos judiciais. A mulher, de Jacksonville, poderá pegar até 20 anos de prisão por pagar US$ 3.000 para ter uma pessoa contrabandeada através da fronteira para serví-la.

A vítima foi enganada e teria recebido a orientação de quem receberia US$4 mil para ficar na casa de Esthela e engravidar. A promessa era de que todo o processo seria supervisionado por profissionais médicos.

Os documentos mostram que a vítima disse a agentes federais que Esthela a proibiu de deixar seu apartamento em Jacksonville porque o bairro era perigoso e que a mulher “provavelmente seria morta” se ela fosse para fora.

Esthela injetou a vítima com sêmen que foi extraído dos preservativos quando a acusada e seu namorado mantinha relações sexuais. O esperma era injetado na mexicana três ou quatro vezes por dia, e quando ela não conseguiu engravidar, após nove meses de tentativa de inseminação, a ré começou a abusar ela, forçando-a a limpar o condomínio, fazer sexo com dois estranhos, através de ameaças e limitando sua dieta a uma ração consistindo unicamente em feijão.

Isso fez a vítima perder 65 quilos, de acordo com as investigações.

Em 2015, Esthela já havia sido acusada de trazer e abrigar imigrantes indocumentados, tráfico sexual de crianças, trabalho forçado e promover o tráfico de escravos.

Fonte: Brazilian Times