Publicado em 12/04/2017 às 12:00 PM

A caminho dos EUA, esposo de brasileira é preso por suspeita de bomba em avião

Maria Silva afirma que o esposo transportava um relógio e que as autoridades confundiram com uma bomba

Joseph Galaska continua preso Joseph Galaska continua preso

A esposa de um cidadão norte-americano que foi preso e acusado de viajar com um “dispositivo explosivo improvisado” dentro de uma mala, no Pearson International Airport afirmou que o item não é uma bomba, mas apenas um despertador.

A brasileira Maria Silva, disse que seu marido, Joseph Galaska, estava vindo do Brasil, sozinho, em 6 de abril, após passar um tempo em terras brasileiras com ela e um amigo. “Parte da escala incluiu uma parada em Toronto, no Canadá, onde ele estava a bordo de um voo da United Airlines, seguindo para Chicago (Illinois)”, relatou.

Galaska foi preso em Toronto pelo U.S. Customs and Border Protection depois que o dispositivo foi descoberto durante uma inspeção foi feita na mala dele.

A brasileira ressaltou, ainda, que ela viu pessoalmente o item apontado pelos investigadores como sendo uma bomba falsa e insiste que o material é inofensivo. “Isso é um brinquedo, eu juro por Deus, é um relógio", disse ela. "Não é uma bomba, é apenas um despertador", continuou

Silva disse que voltou para casa, alguns dias antes do marido. “Então, no dia 6 de abril, eu fui ao Aeroporto Internacional O'Hare, em Chicago, para pegá-lo”, fala ressaltando que depois de horas esperando, percebeu que algo estava errado.

O voo 547 da United Airlines foi descrito como "grande violação de segurança". Funcionários confirmaram mais tarde que havia "dispositivo explosivo improvisado" na mala de um dos passageiros. Embora o dispositivo tenha dado negativo para testes explosivos, a descoberta causou um efeito dominó que atrasou a viagem dos passageiros.

Ao investigar a suposta ameaça, a US Customs and Border Protection revogou todos os "privilégios de entrada antecipada daqueles que viajam com frequência para os Estados Unidos e não precisam serem revistas. Com a suposta ameaça, todos os passageiros tiveram que passar por uma vistoria.

O voo demorou mais de quatro horas para ser liberado. Um passageiro descreveu o cenário como "perturbador". Galaska ficou preso no Canadá. A brasileira afirma que o marido tentou explicar às autoridades que o dispositivo era um relógio. Ela disse que o relógio parecia um robô. "Eles verificaram e viram que não era nada", disse ela. "Não era uma bomba, era um relógio", continuou.

A brasileira insiste que seu marido, um fabricante de ferramentas, é inocente. "Ele é alguém que nunca fez nada de errado com ninguém", disse ela. "Ele está preso e isso é triste", acrescenta.

Galaska foi acusado de uma contagem de prejuízo em relação ao incidente. Ele apareceu brevemente em um tribunal de Brampton, no Canadá, sexta-feira (07), mas não foi concedido liberdade. O filho de Galaska viajou a Brampton no fim de semana e depositou a fiança de US $ 5.000, mas a Agência de Serviços de Fronteira do Canadá decidiu mantê-lo sob custódia "enquanto aguarda uma investigação mais aprofundada sobre o caso".

Fonte: Brazilian Times