Publicado em 21/04/2017 às 09:00 AM

Cuidado com o golpe de venda de imóveis no Brasil

O BT recebeu a denúncia de que um brasileiro estaria dando golpes na comunidade. Fique atento para não cair em possíveis golpes.

Dê preferência por empresas com endereço fixo de escritórios. Caso algo não seja cumprido como o combinado, você terá onde reivindicar os seus direitos. Dê preferência por empresas com endereço fixo de escritórios. Caso algo não seja cumprido como o combinado, você terá onde reivindicar os seus direitos.

Uma excelente retórica e poder de convencimento, essas seriam as armas usadas por um brasileiro identificado como “Paulo”, de cerca de 42 anos, para convencer brasileiros que residem nos Estados Unidos a investirem seus recursos financeiros na compra de imóveis no estado do Espírito Santo.

O Brazilian Times recebeu a denúncia e teve acesso ao e-mail enviado por Paulo, a diversos brasileiros residentes nos EUA, onde ele relata já ter atuado com vendas de imóveis do Brasil nos EUA e na Inglaterra. No texto ele diz que estaria retornando para Massachusetts, se oferecendo para alugar, administrar e propor novos investimentos. “Estive aqui em Massachusetts e em Londres pela Proenge Construtora em 2013 quando fizemos as parcerias de vendas de empreendimentos imobiliários em Vila Velha.Atuo também com alugueis, escrituras e montagens de imóveis e estou novamente em Massachusetts. Desta vez para oferecer nossos serviços de administração de alugueis, e também trazendo outras oportunidades de investimento, inclusive imóveis já prontos com financiamento direto com as construtoras e sem burocracia, comprovação de renda ou avalistas”, afirma no e-mail.

Para investigarmos a idoneidade da denúncia, entramos em contato com a construtora citada no e-mail (que na verdade se chama PROENG e não PROENGE) no Brasil, para assim buscarmos a informação se eles realmente tem ou já tiveram em seu quadro de funcionários, colaboradores ou mesmo representantes, alguém com esse nome para trabalhar na negociação de imóveis em nome deles. Por telefone a secretária verificou a informação e negou que a construtora tivesse alguém com o nome “Paulo” autorizado a trabalhar ou negociar imóveis em nome deles. Posteriormente, no dia 18 de abril, reafirmaram a resposta por e-mail. “Boa tarde! Podemos afirmar nesta data que o nome citado não é funcionário do Grupo Proeng. Não temos preposto ou alguma empresa que responda pelas atividades do Grupo Proeng como um todo. Logo desconhecemos na totalidade atuações ou promessas dessa natureza. Atenciosamente Grupo Proeng”, afirma o e-mail.

A dica para quem planeja investir nesse tipo de negócio é que o mesmo seja feito através de empresas estabelecidas nos Estados Unidos, com endereço fixo de escritório e devidamente inscritas pelos órgãos americanos, pois em qualquer tipo de situação que fuja das leis ou que você se sinta lesado, terá como reivindicar seus direitos constantes no contrato por você assinado.

ENTENDA O GOLPE

De acordo com o denunciante (que preferiu não ter o nome identificado), o golpe é feito “de porta em porta”. O corretor seleciona alguns brasileiros através de uma lista do qual ele teve acesso, vai até a residência ou o trabalho da pessoa e faz uma oferta tentadora, para que a pessoa invista seu dinheiro em um imóvel no Brasil.

Com o dólar valorizado a mais de R$3 e a possibilidade de investir com apenas $5, $10 ou $15 mil dólares de entrada e financiamento sem burocracia, a pessoa entrega o valor de entrada, exigido geralmente em dinheiro, com a promessa de que em torno de 30 dias receberá o contrato do financiamento por correio em três vias, onde deverá assinar e enviar novamente para o Brasil, mas esse contrato nunca chega.

O denunciante relata que golpes assim aconteceram na comunidade brasileira através da mesma pessoa em Londres entre 2014 e 2015. “A pessoa passa um número de telefone do Brasil onde um comparsa do golpista atende confirmando as informações e dando veracidade a compra do imóvel. Passado o prazo para recebimento do contrato, esse telefone já não atende mais e a pessoa não tem onde reclamar ou recorrer”, relata o denunciante.

Fonte: Brazilian Times