A disputa pela Presidência da República será definida em 25 de outubro. O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiram passagem para o segundo turno após a votação deste domingo (4), mantendo a polarização entre os dois grupos políticos.
Segundo os dados apresentados na reportagem, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a realização da segunda etapa às 20h56, com 96,78% das urnas apuradas. Naquele momento, Flávio registrava 47,39% dos votos válidos, enquanto Lula tinha 44,74%. Os percentuais eram parciais e ainda estavam sujeitos a alterações até o encerramento da contagem.
Flávio busca chegar pela primeira vez ao Palácio do Planalto, cargo ocupado por seu pai, Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. Lula tenta conquistar o quarto mandato presidencial, depois de governar o Brasil entre 2003 e 2010 e retornar à Presidência em 2023.
A apuração começou com vantagem para o candidato do PL, que chegou a superar a marca de 50% dos votos válidos nas primeiras atualizações. Com o avanço da contagem, seu percentual recuou e a distância para o presidente diminuiu, consolidando o cenário de segundo turno.
Candidatos votaram no Rio e em São Paulo
Flávio votou pouco depois das 8h na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, afirmou estar preparado para governar o país. Depois, seguiu para Brasília, onde acompanhou os resultados com aliados.
Lula compareceu à Escola Estadual João Firmino, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, por volta das 9h10. O presidente estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de aliados políticos. Após votar, defendeu uma discussão sobre os critérios de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Nova etapa da campanha
Com a definição dos dois finalistas, a disputa entra em uma nova fase. As campanhas terão três semanas para apresentar propostas, buscar apoios e conquistar eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno.
No dia 25 de outubro, os brasileiros voltarão às urnas para escolher quem comandará o país pelos próximos quatro anos.





