A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta quarta-feira (28), uma operação contra uma rede suspeita de explorar sexualmente adolescentes na Região Metropolitana do estado. A investigação contabiliza oito presos, sendo sete detidos durante a ação. Entre eles estão dois assessores parlamentares e um terceiro-sargento da Polícia Militar lotado no 1º BPM, em São Gonçalo.
Batizada de Operação NXIVM, a ação é conduzida pela 74ª DP (Alcântara) e mobilizou agentes para cumprir mandados de prisão e 18 medidas de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e Maricá. As diligências contam com o apoio de unidades do 4º Departamento de Polícia de Área e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
Segundo a Polícia Civil, os investigados produziam fotos e vídeos dos abusos e utilizavam esse material para chantagear as adolescentes. A ameaça de divulgação das imagens seria uma forma de impedir denúncias e submeter as vítimas a novas violências.
Os investigadores descrevem o esquema como uma estrutura de “escravidão sexual”, na qual os suspeitos se autodenominavam “senhores” e tratavam as adolescentes como “escravas”. A polícia também apura o uso de agressões e ameaças para manter as vítimas sob controle.
Denúncia de adolescente deu origem à investigação
A investigação começou em julho, após uma adolescente de 16 anos procurar a delegacia acompanhada dos pais e denunciar as violências sofridas. Naquele mês, um assessor parlamentar foi preso por suspeita de envolvimento no caso, em Icaraí, Niterói.
Durante as diligências iniciais, policiais apreenderam dois notebooks e celulares na residência do investigado. De acordo com a corporação, a análise dos equipamentos, juntamente com imagens de câmeras de segurança, permitiu avançar na apuração e identificar outros suspeitos.
Com a operação desta quarta-feira, a Polícia Civil busca reunir novas provas, esclarecer a participação de cada investigado e identificar outras possíveis vítimas. As responsabilidades individuais dos envolvidos permanecem sob investigação.





