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OUTUBRO ROSA Evlen Dasilveira: Tatuadora paramédica transforma cicatrizes em autoestima

Outubro é um mês especial, dedicado à conscientização e à informação sobre o câncer de mama, Evlen Dasilveira fala sobre a importância de olhar também para a autoestima e para o bem-estar das mulheres após o tratamento.…

Publicado em 10/04/26
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OUTUBRO ROSA Evlen Dasilveira: Tatuadora paramédica transforma cicatrizes em autoestima

Outubro é um mês especial, dedicado à conscientização e à informação sobre o câncer de mama, Evlen Dasilveira fala sobre a importância de olhar também para a autoestima e para o bem-estar das mulheres após o tratamento. Para ela, o processo de reconstrução mamária pode envolver diferentes etapas, e a reconstituição visual da aréola por meio da tatuagem paramédica 3D pode representar um momento importante para mulheres que passaram por procedimentos cirúrgicos. “Muitas vezes, a reconstrução não termina na cirurgia. Recuperar visualmente a aréola pode ajudar a mulher a se reconhecer novamente e a se sentir mais confiante com o próprio corpo”, destaca Evlen. Neste mês de conscientização, ampliar o acesso à informação também significa apresentar possibilidades que podem contribuir para a recuperação da autoestima e da qualidade de vida após o câncer de mama.

Da saúde para a arte, e da arte para um trabalho capaz de tocar profundamente a vida de outras pessoas. Essa é a trajetória de Evlen Dasilveira, brasileira nascida em Recife, Pernambuco, que encontrou na tatuagem paramédica uma forma de unir sua formação na área da saúde ao desejo de ajudar pessoas a recuperarem a autoestima e a confiança no próprio corpo. Evlen mudou-se ainda criança para São Luís, no Maranhão, e, em 2004, quando era adolescente, veio para os Estados Unidos acompanhada dos pais e do irmão. Foi no país que construiu grande parte de sua vida pessoal e profissional.

Desde a infância, Evlen afirma que já se imaginava trabalhando na área da saúde. Nos Estados Unidos, formou-se com um Associate Degree em Medical Assisting, formação que manteve viva sua ligação com o cuidado ao próximo. Anos depois, descobriu na tatuagem paramédica uma possibilidade de associar essa experiência à sensibilidade artística, criando um trabalho que, para ela, vai muito além de uma transformação estética.

Há cerca de dois anos atuando como tatuadora paramédica, Evlen trabalha principalmente com reconstrução de aréola 3D, além de procedimentos de camuflagem de cicatrizes e estrias. Entre essas especialidades, foi justamente a reconstrução de aréola que lhe mostrou, de maneira mais intensa, o alcance emocional que seu trabalho poderia ter.

A profissional recorda especialmente sua primeira paciente de reconstrução de aréola 3D. O atendimento foi marcado por emoção e uma conexão que ultrapassou a relação entre profissional e cliente. A mulher contou que, depois de tudo o que havia enfrentado, já não conseguia olhar para o próprio corpo no espelho e não se sentia confortável diante do marido. Evlen pediu que ela retornasse posteriormente para acompanhar o processo de cicatrização. Na visita seguinte, a mulher apareceu acompanhada do marido. Para Evlen, aquele momento representou a percepção de que seu trabalho poderia contribuir para a recuperação de algo que não é visível apenas na pele: a confiança.

A experiência fortaleceu sua decisão de seguir profissionalmente nessa área. Evlen passou a enxergar a tatuagem paramédica não somente como uma técnica de reprodução visual, mas como uma ferramenta que pode ajudar algumas pessoas a voltarem a se reconhecer depois de experiências que modificaram seus corpos. Em sua forma de trabalhar, o acolhimento ocupa posição central. Cada paciente, segundo ela, chega com uma história diferente, e o atendimento deve ser construído com respeito, confiança e atenção individualizada.

Para Evlen um dos desafios, ainda é a falta de informação. A reconstrução de aréola por meio da tatuagem 3D continua sendo desconhecida por muitas pessoas, e o número de profissionais especializados também é limitado. Por isso, ela considera que sua atuação envolve não apenas a realização dos procedimentos, mas também a divulgação de informações para que mais pacientes saibam que essa possibilidade existe.

Atualmente, por meio de uma parceria da Prestige Salon Day Spa com a UMass, Evlen tem a oportunidade de atuar junto ao Câncer Center. O objetivo, segundo ela, é alcançar um número cada vez maior de pessoas que possam se beneficiar desse tipo de cuidado. A proposta envolve tanto a reconstrução visual da aréola quanto a camuflagem de cicatrizes, sempre com atenção ao impacto que essas mudanças podem representar na maneira como a pessoa se relaciona com o próprio corpo.

Entre os próximos objetivos está a ampliação do acesso à reconstrução de aréola 3D, incluindo a possibilidade de que mais pacientes consigam realizar o procedimento com cobertura de planos de saúde. Evlen ressalta que, para muitas mulheres, o processo de reconstrução da mama não termina necessariamente com a cirurgia. Recuperar visualmente a aréola pode representar uma etapa importante na relação com a própria imagem e no processo de voltar a se reconhecer.

Mais do que construir uma carreira, Evlen afirma que mede o sucesso pela capacidade de provocar uma mudança positiva na vida de quem procura seu trabalho. Sua mensagem é direcionada especialmente às mulheres que passaram por uma mastectomia e que, muitas vezes, desconhecem as alternativas disponíveis depois do tratamento. “Quero que uma mulher que passou por uma mastectomia leia esta matéria e descubra que a reconstrução de aréola 3D existe”, afirma entusiasmada.

A trajetória da brasileira mostra como experiências profissionais de áreas aparentemente diferentes podem se encontrar em torno de um mesmo propósito. Entre conhecimento em saúde, arte, técnica e acolhimento, Evlen Dasilveira busca fazer da tatuagem paramédica uma possibilidade de reconstrução que não termina na aparência da pele, mas alcança também histórias, emoções e a forma como cada pessoa volta a enxergar a si mesma.

Instagram: @morphobeutyink

Fonte: Da redação

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