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Publicado em 2/04/2025 as 8:00am

Adotada ilegalmente nos EUA, baiana busca família biológica no Brasil

Hilary Frank, uma empreendedora de 41 anos residente em Charlotte, Carolina do Norte,...


Hilary Frank, uma empreendedora de 41 anos residente em Charlotte, Carolina do Norte, descobriu recentemente que foi vítima de um esquema de adoção ilegal. Natural da Bahia, ela foi levada ainda bebê para os Estados Unidos por um casal americano que acreditava estar participando de um processo legal de adoção.

O caso de Hilary está ligado a um esquema de tráfico de bebês que operou no Brasil nos anos 1980. Na Bahia, esse esquema envolvia assistentes sociais, advogados e juízes que persuadiam famílias vulneráveis a entregarem seus filhos em troca de quantias irrisórias, sob a promessa de que teriam uma vida melhor no exterior. As crianças eram negociadas por valores que chegavam a US$ 10 mil.

Os pais adotivos de Hilary procuraram uma organização em Nova Jersey especializada na adoção de crianças latino-americanas. Eles foram apresentados a uma assistente social brasileira, natural de Feira de Santana, que intermediou a adoção. Sem saber da ilegalidade do processo, o casal pagou pelos trâmites, incluindo um suborno para um juiz que, de outra forma, não assinaria a documentação.

Apesar de crescer em um ambiente amoroso, Hilary sempre teve curiosidade sobre suas origens. Aos 20 anos, tentou entrar em contato com a assistente social, mas descobriu que ela havia se mudado. Em 2018, viajou para Salvador na esperança de encontrar informações sobre sua família biológica. A assistente social alegou não lembrar de sua adoção e disse que documentos importantes haviam sido destruídos em um incêndio.

O cartório revelou que Hilary, antes da adoção, se chamava Nilda Bahia, registrada como filha de pais ignorados. No entanto, os documentos não traziam detalhes sobre sua família biológica, dificultando sua busca.

Determinada, Hilary realizou um teste genético em um banco de DNA global e encontrou parentes distantes. Entre eles, Alyda Moraes, de 25 anos, natural de Recife, foi identificada como prima de segundo grau. Alyda e sua família passaram a investigar as possíveis origens de Hilary, levantando a hipótese de que ela pudesse ser filha de um dos irmãos de sua avó materna.

Embora ainda sem respostas definitivas, Hilary continua sua busca. "Se eu pudesse encontrar minha família biológica, não conseguiria expressar em palavras o quanto isso significaria para mim. Luto com minha identidade há anos, sem conhecer uma parte essencial de quem sou", diz. Para ela, descobrir suas raízes não é apenas uma questão de curiosidade, mas uma peça fundamental para sua identidade e história de vida.

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