Publicado em 3/04/2025 as 9:00am
Família de brasileiro internado em clínica na Virgínia após sofrer traumatismo craniano luta para levá-lo ao Brasil
Aos 37 anos, Maxmiller Rodrigues Martins enfrenta uma batalha solitária pela sobrevivência...
Aos 37 anos, Maxmiller Rodrigues Martins enfrenta uma batalha solitária pela sobrevivência longe de sua terra natal. Vítima de um grave acidente nos Estados Unidos, o mineiro de Governador Valadares (Minas Gerais) vive hoje em estado crítico, sob cuidados paliativos, sem acesso a tratamentos de reabilitação e distante da família, que trava uma corrida contra o tempo para levá-lo de volta ao Brasil.
Max deixou o Brasil em 2021 em busca de oportunidades nos EUA. O sonho era simples: construir um futuro melhor para o filho, Murilo, de 11 anos, que ficou em Minas Gerais. Empregou-se como motorista de caminhão em uma empresa terceirizada de concreto, mas sua vida mudou drasticamente em 17 de abril de 2024, quando um pneu estourou, o veículo capotou, e ele sofreu um traumatismo craniano grave.
Após quatro meses de internação, Max foi transferido para uma casa de apoio no estado da Virgínia. Sem fisioterapia, fonoaudiologia ou qualquer tratamento que pudesse melhorar seu quadro, seu estado se agravou. Os médicos afirmam que não há perspectiva de recuperação e decidiram não reanimá-lo em caso de parada cardíaca.
Sem familiares próximos, o Estado americano nomeou uma tutora legal — uma desconhecida com quem a família mantém contato apenas por meio de tradutores. A irmã de Max, Valquíria, tentou obter um visto para acompanhá-lo, mas teve o pedido negado. A empresa para a qual ele trabalhava, segundo relatos da família, desapareceu após o acidente e não prestou qualquer assistência.
Apesar do prognóstico desolador, a mãe de Max, dona Suely, mantém a esperança. Em vídeos, ele demonstra sinais de consciência, piscando para responder perguntas e reagindo ao ouvir a voz da mãe. "Ele está vivo, mas está sofrendo sozinho. Só quero meu filho de volta", desabafa.
A única chance de repatriação é por meio de uma UTI aérea, com suporte médico completo — um procedimento que custa centenas de milhares de reais. A família já possui um laudo médico autorizando a viagem, mas depende de doações para custear o transporte.
Enquanto isso, Max segue em um limbo entre a vida e a morte, longe de quem mais o ama. Sua família não mede esforços para que ele não seja mais apenas uma estatística — mas, finalmente, um filho e um pai de volta para casa.
Como Ajudar
Quem desejar contribuir para a repatriação de Max pode fazer doações através da campanha online: https://gofund.me/04550d60 ou www.voaa.me/max
Fonte: Da redação