Publicado em 5/04/2025 as 10:30am
Comunidade TEA Orlando oferece apoio a mães de crianças com autismo na Flórida
Fonte: Da redação

Criar um filho com Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode ser um desafio solitário, especialmente para mães imigrantes que enfrentam barreiras culturais e linguísticas. Na região de Orlando, um grupo de mais de 300 mulheres se uniu para transformar essa jornada em uma experiência coletiva de acolhimento e troca de informações.
A Comunidade TEA Orlando, criada e administrada por mães de crianças com autismo, funciona como uma rede de apoio prático e emocional. Por meio de encontros presenciais, trocas online e compartilhamento de recursos, o grupo busca facilitar o acesso a diagnósticos, terapias e direitos, além de oferecer suporte psicológico.
Quem está por trás da iniciativa?
O projeto é liderado por cinco administradoras, todas mães atípicas que decidiram transformar suas experiências pessoais em ajuda para outras famílias:
Alice, fundadora do grupo "TEA Orlando/Quer Café?", criou o espaço após receber apoio durante a busca pelo diagnóstico de seu filho.
Claudia atua como ponto de apoio emocional, promovendo escuta ativa e troca de vivências entre as participantes.
Roseli, também criadora do projeto @AutismEvolve, conecta famílias brasileiras nos EUA e no Brasil com informações sobre terapias, eventos e direitos.
Carla, administradora desde 2021, destaca a importância do diagnóstico precoce e do acesso a serviços em português.
Jucilene Schunk (Jucy), mãe de um adolescente autista nível 3, ajuda novas integrantes a navegar os desafios iniciais da jornada.
Impacto e objetivos
Além do suporte emocional, a comunidade busca:
Facilitar o acesso a informações sobre tratamentos, escolas e direitos nos EUA.
Combater o isolamento de mães imigrantes, muitas vezes agravado pela barreira do idioma.
Promover a conscientização sobre o autismo, reduzindo estigmas e desinformação.
O grupo está ativo no Instagram (@comunidadeteaorlando) e organiza encontros periódicos na região de Orlando.
"Sozinha, você se sente perdida. Juntas, encontramos caminhos", resume Alice, uma das fundadoras. A iniciativa prova que, mesmo em um sistema de saúde complexo e em um país estrangeiro, a solidariedade entre mães pode fazer a diferença.