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Brasileira é presa duas vezes nos EUA, perde guarda do filho e denuncia irregularidades na Justiça

Uma brasileira que vive há 14 anos nos Estados Unidos denuncia supostas irregularidades judiciais após perder a guarda do filho e ser presa duas vezes durante uma disputa familiar envolvendo tribunais de Wisconsin e…

Publicado em 10/30/26
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Brasileira é presa duas vezes nos EUA, perde guarda do filho e denuncia irregularidades na Justiça

Uma brasileira que vive há 14 anos nos Estados Unidos denuncia supostas irregularidades judiciais após perder a guarda do filho e ser presa duas vezes durante uma disputa familiar envolvendo tribunais de Wisconsin e Connecticut. O caso de Pauliane Nascimento ganhou repercussão após a divulgação de documentos e relatos que levantam questionamentos sobre o reconhecimento de paternidade, decisões de custódia e possíveis violações de direitos constitucionais.

Segundo reportagem publicada pelo Gazeta News em 23 de outubro de 2026, Pauliane afirma ter enfrentado episódios de violência física, emocional e financeira durante o relacionamento com o ex-marido. As alegações integram sua versão dos acontecimentos e não foram estabelecidas como fatos comprovados nas informações disponíveis.

A controvérsia envolve a situação matrimonial da brasileira quando seu filho foi concebido.

Pauliane estava separada do primeiro marido havia aproximadamente cinco anos, mas o divórcio só foi oficializado em novembro de 2023, quando ela já estava grávida. Em dezembro daquele ano, casou-se novamente, desta vez em Wisconsin.

Entretanto, em setembro de 2025, a Justiça estadual anulou o segundo casamento devido ao intervalo inferior a seis meses entre o divórcio anterior e a nova união, conforme as regras locais.

A defesa argumenta que essa decisão provocou consequências jurídicas importantes, especialmente em relação à presunção legal de paternidade.

Após a anulação, Pauliane deixou Wisconsin e retornou a Connecticut. Segundo seus advogados, naquele momento não existia uma ordem judicial vigente que impedisse a mudança ou determinasse a guarda da criança ao segundo marido.

O ex-marido iniciou um processo de reconhecimento de paternidade em Wisconsin. A brasileira afirma que não recebeu notificações adequadas e que algumas decisões foram tomadas sem que tivesse oportunidade de apresentar plenamente sua defesa.

Em dezembro de 2025, foi realizado um exame de DNA. Posteriormente, a Justiça reconheceu a paternidade do segundo marido.

Em fevereiro de 2026, o tribunal estabeleceu medidas de guarda temporária e convivência supervisionada. Dois meses depois, em abril, uma nova decisão atribuiu a guarda ao pai e determinou que a criança retornasse a Wisconsin.

Pauliane contesta as determinações e afirma que não representa risco físico ou emocional ao filho. Seus advogados sustentam que as restrições foram impostas sem a observância adequada de garantias processuais.

A disputa ganhou novos desdobramentos quando Pauliane recorreu à Justiça de Connecticut.

Em maio de 2026, uma decisão emergencial concedeu temporariamente a guarda à mãe. Entretanto, novas determinações judiciais e conflitos sobre qual estado teria competência para decidir o caso complicaram a situação.

Em Wisconsin, foi expedido um mandado de prisão contra Pauliane por uma acusação de interferência na guarda da criança.

A brasileira foi detida em Connecticut em junho de 2026.

Em setembro, voltou a ser presa durante procedimentos relacionados à sua transferência para Wisconsin. Segundo a defesa, permaneceu aproximadamente três semanas detida, com fiança inicialmente fixada em US$ 500 mil.

Durante esse período, a criança foi retirada dos cuidados de familiares em Connecticut e levada para Wisconsin, conforme os documentos apresentados pelos advogados.

A defesa questiona a legalidade dos procedimentos e sustenta que a utilização do processo criminal teria agravado a disputa familiar. Não há comprovação independente de que a acusação criminal tenha sido apresentada com essa finalidade.

Defesa denuncia possíveis violações constitucionais

Os advogados de Pauliane alegam que decisões judiciais podem ter violado garantias previstas na 14ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, especialmente o direito ao devido processo legal.

A brasileira também questiona se sua condição de imigrante influenciou negativamente a avaliação de risco de fuga, alegação que ainda necessita de confirmação documental.

Outro ponto contestado é a atuação do profissional nomeado judicialmente para representar os interesses da criança, conhecido como guardian ad litem.

Brasileira tenta reverter decisões

Em 16 de outubro de 2026, a defesa apresentou uma nova petição ao Tribunal de Apelações de Wisconsin, solicitando a suspensão de decisões relacionadas à guarda e aos desdobramentos judiciais, além do retorno da criança a Connecticut enquanto o recurso é analisado.

O processo, entretanto, também registra decisões contrárias aos argumentos da mãe, incluindo o entendimento de uma instância recursal de Connecticut de que Wisconsin possui competência para tratar da disputa de guarda.

A defesa discorda dessa interpretação e continua buscando a revisão das determinações.

Enquanto aguarda novos desdobramentos, Pauliane tenta recuperar a convivência com o filho.

O caso permanece em disputa judicial, e as denúncias de irregularidades apresentadas pela brasileira ainda não foram comprovadas por decisão definitiva.

Fonte: Da redação

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