Um brasileiro apontado pelas autoridades americanas como integrante de posição de liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Massachusetts admitiu culpa em um processo federal envolvendo tráfico de drogas e crimes relacionados a armas de fogo.
Adinazio Vinicius Soares Dias Barbosa, de 30 anos, conhecido como “Panda”, morava em Peabody, Massachusetts. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), ele abastecia com fentanil e cocaína uma rede de distribuição que operava na região de North Shore, ao norte de Boston.
Durante a investigação, agentes analisaram um telefone atribuído ao brasileiro e encontraram mensagens e imagens que, segundo as autoridades, estavam relacionadas às atividades de tráfico. Entre o material identificado estava a expressão “Sintonia Geral dos Estados Unidos”.
De acordo com o DOJ, o termo “sintonia” é utilizado pelo PCC para identificar diferentes setores e níveis dentro da estrutura da organização criminosa. As autoridades americanas sustentam que as evidências apontavam Barbosa como alguém que ocupava posição de liderança do grupo nos Estados Unidos.
O caso ganhou outro capítulo em julho de 2025, quando o brasileiro foi abordado por policiais na rodovia I-95, na Carolina do Sul, enquanto a investigação ainda estava em andamento.
Segundo as autoridades, Barbosa autorizou uma revista no veículo, mas, antes que a busca começasse, tentou fugir correndo. Ele foi localizado e detido pouco depois.
Durante a inspeção do automóvel, os policiais encontraram nove rifles e munições. Barbosa teria informado que havia comprado as armas na Carolina do Sul e pretendia entregá-las a um intermediário em Miami, na Flórida.
O Departamento de Justiça afirma que o destino final dos rifles seria o Brasil, para onde seriam transportados por uma rota que passaria pelo Paraguai.
Agora, Barbosa se declarou culpado de acusações federais que incluem conspiração para distribuição de drogas, posse de armas e munições por estrangeiro e comércio de armas de fogo sem licença.
Algumas das acusações admitem penas de até 20 anos de prisão, embora a punição definitiva seja determinada pelo tribunal de acordo com a legislação federal e as circunstâncias do processo.
A sentença está marcada para 3 de dezembro.





