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Brasileiro é condenado a 12 anos de prisão nos EUA por comandar esquema de lavagem de mais de US$ 30 milhões

Um brasileiro foi condenado a 12 anos de prisão federal nos Estados Unidos por sua participação na coordenação de um esquema internacional de lavagem de dinheiro que movimentou mais de US$ 30 milhões provenientes de…

Publicado em 10/21/26
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Brasileiro é condenado a 12 anos de prisão nos EUA por comandar esquema de lavagem de mais de US$ 30 milhões

Um brasileiro foi condenado a 12 anos de prisão federal nos Estados Unidos por sua participação na coordenação de um esquema internacional de lavagem de dinheiro que movimentou mais de US$ 30 milhões provenientes de atividades criminosas, incluindo o tráfico de drogas. A sentença de Ygor Fokin Saviolli foi anunciada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) na sexta-feira, 16 de outubro de 2026.

De acordo com os promotores federais, Saviolli exercia uma função de supervisão dentro da organização, responsável por recolher grandes quantias de dinheiro em espécie em diferentes cidades americanas e utilizar o sistema bancário para ocultar a origem ilícita dos recursos.

O esquema funcionava por meio de uma rede de transportadores que recebiam dinheiro de atividades criminosas e realizavam depósitos em instituições financeiras. As operações tinham como objetivo dificultar o rastreamento dos valores e permitir que os recursos fossem destinados a fornecedores e outros beneficiários, inclusive no exterior.

As autoridades identificaram movimentações em diferentes regiões dos Estados Unidos, incluindo cidades como Atlanta, Charlotte, Chicago, Cleveland, Minneapolis, Rochester e Tampa.

A condenação de Saviolli ocorreu depois que outros cinco integrantes do esquema receberam suas sentenças, em setembro. Entre eles estavam quatro brasileiros e um cidadão americano. As penas variaram de um ano e um dia a sete anos e dez meses de prisão, conforme a participação atribuída a cada acusado.

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, os seis envolvidos residiam em Orlando, na Flórida, embora as atividades da organização alcançassem diversos estados americanos.

As investigações também identificaram o uso de aplicativos de mensagens, incluindo o WhatsApp, para coordenar recolhimentos de dinheiro, comunicar valores e organizar operações financeiras.

Condenados

Ygor Fokin Saviolli, 35 anos: condenado a 12 anos de prisão.

Gabriel Cezar Menezes, 29 anos: condenado a 7 anos e 10 meses.

Leandro De Avila Goncalves, 43 anos: condenado a 2 anos.

Joao Andrade De Mello, 29 anos: condenado a 1 ano e 1 dia.

Tadeu Sebastiane Rabelo Alves Barbosa, 30 anos: condenado a 1 ano e 1 dia.

Omar Aliperti De Mello Correa, 34 anos, cidadão americano: condenado a 2 anos e 6 meses.

Dinheiro do tráfico e conexões internacionais

Um dos aspectos que chamaram a atenção dos investigadores foi a dimensão financeira do esquema. Os mais de US$ 30 milhões movimentados demonstram, segundo a acusação, como organizações criminosas utilizam operações aparentemente comuns, como depósitos bancários e transporte de dinheiro, para integrar recursos ilegais ao sistema financeiro.

Parte dos valores estava relacionada ao tráfico de drogas, e a estrutura permitia que o dinheiro circulasse entre diferentes localidades antes de chegar aos destinatários finais.

Reportagens sobre a investigação também mencionaram possíveis conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa brasileira com atuação internacional. Entretanto, essa associação deve ser tratada separadamente dos fatos confirmados no comunicado oficial sobre a sentença, que descreve a operação de lavagem de dinheiro.

Investigação envolveu FBI e autoridades brasileiras

O caso foi investigado pelo FBI, com apoio da agência antidrogas americana (DEA) e do Departamento de Investigações de Segurança Interna (HSI), incluindo equipes que atuam em Miami e Brasília.

Os seis acusados admitiram participação em uma conspiração para lavagem de dinheiro. As declarações de culpa foram aceitas pela Justiça federal em 2026.

O Departamento de Justiça também informou que os cinco brasileiros envolvidos estavam em situação migratória irregular nos Estados Unidos quando foram presos.

A condenação de Saviolli representa o encerramento de uma importante etapa judicial de uma investigação que revelou como redes internacionais de lavagem de dinheiro utilizavam transportadores, instituições bancárias e comunicação digital para movimentar milhões de dólares provenientes do crime organizado.

Fonte: Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Procuradoria Federal do Distrito Sul da Flórida, comunicado de 16 de outubro de 2026.

Fonte: Da redação

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