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Brasileiro que vendia credenciais de capelania falsas prometendo proteção contra imigração tem deportação determinada no

O brasileiro Mario Cesar dos Santos Jr., de 50 anos, teve a deportação determinada pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos após admitir participação em um esquema que comercializava cartões e certificados…

Publicado em 10/09/26
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Brasileiro que vendia credenciais de capelania falsas prometendo proteção contra imigração tem deportação determinada no

O brasileiro Mario Cesar dos Santos Jr., de 50 anos, teve a deportação determinada pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos após admitir participação em um esquema que comercializava cartões e certificados falsos com símbolos de órgãos federais e prometia aos compradores suposta proteção contra ações de fiscalização migratória.

Segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), o brasileiro entrou no país em 2016 e permaneceu após o vencimento do visto. Atualmente, ele está submetido ao processo de remoção.

Ele foi preso em fevereiro deste ano no Aeroporto Internacional de Orlando, na Flórida, após desembarcar de um voo procedente de Boston (Massachusetts). Posteriormente, declarou-se culpado das acusações federais de fraude eletrônica e uso fraudulento de selos oficiais do governo.

De acordo com as autoridades, Dos Santos se apresentava como presidente da chamada Chaplain Emergency Management Agency (CEMA), organização que teria sido criada por ele e apresentada aos participantes de seminários como se possuísse vínculos ou reconhecimento oficial do governo federal.

Os cursos de treinamento eram oferecidos gratuitamente, mas os participantes pagavam entre US$ 400 e US$ 450 para receber certificados e identificações. Segundo os investigadores, os documentos eram apresentados como uma forma de proporcionar imunidade ou proteção contra agentes federais de imigração.

Cada seminário reunia aproximadamente 30 a 45 participantes, de acordo com as autoridades.

Além dos certificados e cartões, o brasileiro também comercializava roupas, distintivos, adesivos e outros produtos que utilizavam símbolos oficiais ou semelhantes aos do DHS e da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA).

Durante a investigação, um informante confidencial adquiriu diversos desses produtos em um dos treinamentos realizados pela organização.

As autoridades afirmam ainda que a CEMA mantinha site, perfis em redes sociais e um grupo de mensagens utilizado para promover os cursos. Quando a investigação foi iniciada, em agosto de 2025, o grupo possuía mais de 750 integrantes.

O material de divulgação também utilizava uma versão alterada do selo do DHS. Segundo os investigadores, a organização alegava falsamente possuir credenciamento da International Association for Continuing Education e do American Council on Education.

O caso criminal ainda não foi encerrado. Dos Santos pode receber uma pena de até 20 anos de prisão federal e tem sentença marcada para 18 de dezembro.

A determinação de deportação ocorre paralelamente ao processo criminal. Eventual remoção dos Estados Unidos dependerá do andamento dos procedimentos judiciais e migratórios aplicáveis ao caso.

O episódio chamou atenção especialmente porque os documentos comercializados eram apresentados a imigrantes como uma suposta maneira de evitar ações das autoridades federais. De acordo com a investigação, porém, os cartões e certificados não conferiam qualquer imunidade ou proteção legal contra fiscalização, prisão ou deportação.

Fonte: Da redação

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