Uma família brasileira está vivendo momentos de angústia e incerteza na Carolina do Sul, após a detenção de Eduardo Junio Silva Dutra, ocorrida no dia 20 de outubro de 2026, na cidade de Goose Creek. Mesmo depois do pagamento de uma fiança de US$ 1 mil, o brasileiro não teria sido liberado pelas autoridades locais devido a uma possível intervenção do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).
De acordo com informações divulgadas em uma campanha de arrecadação organizada por Emanuelle Gomes, Eduardo foi abordado pela polícia entre 18h30 e 19h e encaminhado à delegacia. Posteriormente, passou por uma audiência judicial, na qual o juiz estabeleceu uma fiança de US$ 1 mil, valor que foi integralmente pago.
A família afirma que, inicialmente, recebeu a informação de que o brasileiro seria liberado algumas horas depois. Entretanto, ao buscar esclarecimentos, foi surpreendida com a notícia de que Eduardo não poderia deixar a delegacia acompanhado da mãe ou de amigos.
Segundo o relato, policiais informaram que a liberação somente aconteceria com a presença de agentes do ICE, situação que aumentou o temor de que o brasileiro seja transferido para a custódia das autoridades federais de imigração e enfrente um possível processo de deportação.
A detenção também provocou uma crise financeira na família. Eduardo mora com a mãe, Gerlaine Silva Franco Dutra, e era responsável pela maior parte da renda utilizada para manter as despesas da residência.
Sem o apoio financeiro do filho, Gerlaine enfrenta dificuldades para arcar com os compromissos domésticos, ao mesmo tempo em que tenta encontrar uma solução jurídica para a situação migratória dele.
Diante das dificuldades, Emanuelle Gomes criou uma campanha de arrecadação com dois objetivos principais: contratar um advogado especializado em imigração para atuar na defesa de Eduardo e oferecer assistência financeira à mãe enquanto o filho permanecer detido.
A organizadora destaca que a contratação de um profissional é urgente para avaliar as possibilidades legais e iniciar os procedimentos necessários.
Família teme deportação para o Brasil
Além da preocupação com a permanência de Eduardo sob custódia, familiares consideram a possibilidade de ele ser deportado para o Brasil.
Segundo a campanha, caso a defesa não consiga evitar a deportação, os recursos restantes serão destinados à mãe, para ajudá-la com as despesas domésticas e com a reorganização financeira nos meses seguintes.
A mobilização também pede que integrantes da comunidade brasileira compartilhem a arrecadação, mesmo que não possam contribuir financeiramente.
Até o momento, as informações disponíveis não esclarecem o motivo inicial da abordagem policial, a acusação que levou à prisão, nem se o ICE já assumiu formalmente a custódia de Eduardo.
O caso chama atenção para as dificuldades enfrentadas por famílias imigrantes quando uma prisão local passa a envolver autoridades federais de imigração. O pagamento de uma fiança criminal não garante, necessariamente, a liberação de uma pessoa caso exista uma medida migratória que impeça sua saída.
Enquanto aguarda uma definição sobre o futuro do filho, Gerlaine conta com a solidariedade da comunidade para conseguir assistência jurídica e enfrentar as dificuldades financeiras provocadas pela detenção.
Quem puder ajudar, o link da campanha é https://gofund.me/a2ad00490





