O deputado estadual brasileiro Farley Santos, que representa Connecticut e disputa a reeleição, denunciou nas redes sociais o furto de placas de propaganda eleitoral instaladas na propriedade de um apoiador, na cidade de Danbury. Segundo o parlamentar, a mesma pessoa teria retornado ao local dois dias depois para retirar uma placa da senadora estadual Julie Kushner.
A denúncia foi divulgada em meio à campanha eleitoral de 2026 e provocou uma manifestação pública de Santos, que classificou o episódio como uma violação da propriedade privada e das regras de convivência democrática.
De acordo com o relato, o primeiro incidente envolveu uma placa de sua própria campanha. Dois dias depois, o responsável teria voltado ao mesmo endereço e levado o material eleitoral de Julie Kushner.
Em sua manifestação, Farley Santos afirmou que divergências políticas são naturais em uma democracia, mas não justificam a retirada de materiais de campanha de propriedades particulares sem autorização.
“Isso não é manifestação política. Isso é roubo e invasão de propriedade”, declarou o parlamentar.
Santos também destacou que cidadãos podem discordar de candidatos, propostas e posições partidárias, mas devem respeitar os direitos dos demais.
O deputado informou que o caso será encaminhado ao Departamento de Polícia de Danbury para conhecimento e eventual investigação.
“Respeite seus vizinhos. Respeite a propriedade deles. Respeite a lei”, afirmou.
Natural do Brasil, Farley Santos representa o 109º Distrito de Connecticut, que abrange parte de Danbury. Filiado ao Partido Democrata, ele foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2022 e conquistou um novo mandato em 2024.
Nas eleições de 3 de novembro de 2026, Santos busca novamente a reeleição, desta vez enfrentando o republicano Ed Vachovetz.
Até o momento, não foram apresentados, nas informações disponibilizadas, detalhes sobre a identidade do responsável pela retirada das placas ou eventual identificação de suspeitos pela polícia.
O caso ocorre a menos de duas semanas das eleições e levanta uma discussão sobre o respeito à propriedade privada e à liberdade de manifestação política durante as campanhas eleitorais nos Estados Unidos.





