Um estudante brasileiro da Bridgewater State University (BSU), em Massachusetts, está respondendo a dez acusações de distribuição de material obsceno após supostamente enviar dezenas de vídeos sexualmente explícitos e não solicitados a uma funcionária da instituição.
O acusado foi identificado como Rudinei L. da Silva, também identificado como Rodinei da Silva, de 37 anos. De acordo com relatórios policiais obtidos pelo jornal The Enterprise, ele teria enviado mais de 80 vídeos sexualmente explícitos de si mesmo para a funcionária entre o final de junho e o início de julho de 2026.
Rodinei enfrenta dez acusações de distribuição de material obsceno. Três delas foram apresentadas a partir da investigação conduzida pela polícia da Bridgewater State University, enquanto outras sete foram apresentadas pelo Departamento de Polícia de Abington.
Segundo os documentos policiais, após receber repetidamente o conteúdo não solicitado, a mulher procurou as autoridades e conseguiu uma ordem judicial de prevenção contra assédio.
Durante a investigação, policiais apreenderam o telefone de Rodinei. De acordo com os relatórios, os investigadores encontraram no aparelho vídeos que correspondiam ao conteúdo explícito descrito pela funcionária.
Rodinei também participou voluntariamente de uma entrevista com os investigadores. Conforme os registros policiais citados pelo The Enterprise, ele admitiu ter enviado os vídeos, mas apresentou uma explicação para o início das mensagens.
O estudante teria afirmado que os primeiros links foram enviados “por acidente”. Segundo seu relato aos policiais, no dia seguinte continuou encaminhando o material porque queria descobrir se a mulher estaria interessada.
As autoridades, entretanto, prosseguiram com o caso, que resultou na apresentação das acusações criminais.
Rodinei compareceu ao Tribunal Distrital de Brockton em 10 de julho para responder às três acusações relacionadas ao caso investigado pela polícia da universidade.
Durante a audiência, ele se declarou inocente. O juiz estabeleceu fiança de US$ 500, que foi paga, permitindo que o acusado deixasse a custódia enquanto o processo continua.
Mais de um mês depois, em 26 de agosto, o brasileiro retornou ao tribunal para responder às outras sete acusações apresentadas a partir da investigação conduzida pela polícia de Abington.
Ele novamente se declarou inocente e, desta vez, foi liberado sob compromisso de comparecer às futuras audiências judiciais. As acusações permanecem pendentes na Justiça e não representam uma condenação. Rodinei terá a oportunidade de apresentar sua defesa durante o andamento dos processos.
O caso chama atenção pelo número de arquivos que teriam sido enviados à funcionária. Conforme os registros policiais divulgados pelo The Enterprise, foram mais de 80 vídeos em um período de poucas semanas.
Até o momento, não há informação de condenação relacionada às dez acusações. Os processos seguem em andamento no Tribunal Distrital de Brockton.





