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Ex-marido de galerista americano assassinado no Rio de Janeiro é condenado à prisão perpétua nos EUA

O americano Daniel Sikkema, de 56 anos, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por planejar e financiar o assassinato de seu ex-marido, o renomado galerista Brent Sikkema, de 75 anos, encontrado morto em…

Publicado em 11/07/26
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Ex-marido de galerista americano assassinado no Rio de Janeiro é condenado à prisão perpétua nos EUA

O americano Daniel Sikkema, de 56 anos, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por planejar e financiar o assassinato de seu ex-marido, o renomado galerista Brent Sikkema, de 75 anos, encontrado morto em janeiro de 2024, em sua residência no bairro Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

A sentença foi anunciada na quarta-feira (4) pelo Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York. Daniel já havia sido considerado culpado em maio deste ano pelos crimes de homicídio por encomenda, conspiração para cometer homicídio por encomenda e conspiração para realizar um assassinato em território estrangeiro.

De acordo com as autoridades americanas, o crime foi motivado por uma disputa envolvendo o processo de divórcio do casal. As investigações apontaram que Daniel contratou o cubano Alejandro Triana Prevez para executar o assassinato, oferecendo pagamentos em troca da morte do galerista.

Segundo a Procuradoria dos Estados Unidos, os primeiros contatos relacionados ao planejamento do crime começaram em 2023. Durante esse período, Daniel teria realizado pelo menos 11 transferências financeiras destinadas ao executor e a uma pessoa com quem ele mantinha um relacionamento em Cuba.

As autoridades também descobriram que o condenado utilizou nomes de amigos, familiares e funcionários, sem o conhecimento dessas pessoas, para esconder a verdadeira origem dos pagamentos e dificultar o rastreamento das operações financeiras.

Assassinato brutal no Rio de Janeiro

Brent Sikkema foi assassinado em 14 de janeiro de 2024, dentro de sua residência no Jardim Botânico, onde costumava passar temporadas.

De acordo com a denúncia apresentada à Justiça americana, Alejandro Triana Prevez entrou no imóvel e atacou o galerista com 18 golpes de faca.

A investigação revelou que, poucos minutos após o assassinato, o executor realizou diversas ligações para Daniel utilizando um número telefônico secreto, supostamente reservado para as comunicações relacionadas ao planejamento do crime.

Ainda segundo a acusação, Daniel enviou US$ 5 mil ao cubano pouco depois da execução e prometeu realizar novos pagamentos.

Prevez foi localizado e preso pela polícia brasileira quatro dias após o assassinato. Atualmente, permanece detido no Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro, aguardando julgamento pela Justiça brasileira, previsto para fevereiro de 2027.

Em depoimento mencionado anteriormente pela imprensa brasileira, o cubano afirmou ter recebido US$ 9 mil para cometer o crime.

Durante o julgamento nos Estados Unidos, os advogados de Daniel argumentaram que as transferências financeiras estavam relacionadas a serviços prestados por Prevez, negando que os valores tivessem qualquer ligação com o assassinato.

A versão apresentada pela defesa, entretanto, não convenceu o júri americano.

Quem era Brent Sikkema

Brent Sikkema era uma figura respeitada no mercado internacional de arte contemporânea. Fundador da galeria Sikkema Jenkins, em Nova York, construiu uma carreira de destaque ao representar artistas reconhecidos mundialmente.

Entre os nomes associados à galeria estão o brasileiro Vik Muniz e a artista americana Kara Walker.

O galerista mantinha uma relação próxima com o Brasil e costumava viajar ao Rio de Janeiro, onde possuía uma residência.

Sua morte provocou repercussão internacional, especialmente entre artistas, colecionadores e profissionais do setor cultural.

Condenado permanece preso em Nova York

Daniel Sikkema permanece sob custódia das autoridades americanas em Nova York, onde recebeu a sentença de prisão perpétua.

Antes do julgamento, seus advogados sustentavam que ele era inocente e negavam qualquer participação no planejamento do assassinato.

Após o veredicto de culpabilidade, a equipe jurídica não informou se pretende recorrer da decisão.

Enquanto a Justiça americana concluiu o processo contra o acusado de encomendar o crime, o caso continua em andamento no Brasil, onde Alejandro Triana Prevez deverá responder pela execução do assassinato.

A condenação representa um importante desdobramento de uma investigação internacional que envolveu autoridades brasileiras e americanas e revelou detalhes de um crime planejado entre diferentes países.

Fonte: Da redação

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