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Ex-presidente do sindicato dos policiais civis de Santa Catarina é preso pelo ICE na Flórida

Uma operação de cooperação entre autoridades brasileiras e americanas resultou na prisão de Anderson de Amorim, de 51 anos, ex-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol-SC). Ele foi detido na…

Publicado em 10/17/26
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Ex-presidente do sindicato dos policiais civis de Santa Catarina é preso pelo ICE na Flórida

Uma operação de cooperação entre autoridades brasileiras e americanas resultou na prisão de Anderson de Amorim, de 51 anos, ex-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol-SC). Ele foi detido na terça-feira (13) por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), em Orlando, na Flórida, após ser localizado por meio de um trabalho de inteligência conduzido pela Polícia Civil catarinense.

O brasileiro era considerado foragido da Justiça após uma condenação criminal relacionada a um episódio de violência no trânsito ocorrido em 2018. Segundo as autoridades, Amorim deixou o Brasil e passou a viver nos Estados Unidos, onde acabou sendo localizado depois que investigadores catarinenses compartilharam informações com os órgãos de segurança americanos.

A prisão ocorreu poucos dias depois da expedição de um mandado judicial contra o ex-policial, que deverá cumprir uma pena de dois anos e quatro meses de prisão, inicialmente em regime semiaberto, conforme a decisão da Justiça brasileira.

O processo criminal que levou à condenação de Anderson de Amorim teve origem em uma discussão de trânsito registrada em 2018. De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Marcelo Sampaio, o então policial sacou uma arma de fogo durante o desentendimento e efetuou disparos, colocando em risco a segurança de outras pessoas.

O episódio foi investigado e resultou em uma ação penal por disparo de arma de fogo. Após a tramitação do processo, a condenação tornou-se definitiva, sem possibilidade de novos recursos pelas vias ordinárias.

Com a decisão judicial, foi determinada a prisão do condenado para o cumprimento da pena. Entretanto, as autoridades identificaram que ele já não se encontrava em território brasileiro.

A localização do ex-presidente do Sinpol-SC foi possível graças a diligências realizadas pela Delegacia de Combate às Drogas (Decod), vinculada ao Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí, no litoral de Santa Catarina.

Durante o trabalho de investigação, os policiais reuniram informações que indicavam que Amorim havia deixado o país e estaria residindo nos Estados Unidos.

A partir dessa descoberta, os dados foram compartilhados com autoridades americanas, permitindo o aprofundamento das buscas em território estrangeiro.

A troca de informações levou à localização do brasileiro em Orlando, onde agentes do ICE realizaram a prisão na terça-feira.

A Polícia Civil de Santa Catarina destacou a importância da cooperação internacional para localizar pessoas procuradas pela Justiça brasileira que tentam evitar o cumprimento de decisões judiciais permanecendo no exterior.

O delegado-geral Marcelo Sampaio também ressaltou que a condição de ex-integrante da instituição policial não afasta a responsabilidade criminal nem impede a execução de uma sentença definitiva.

Após a repercussão da prisão, o Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina divulgou, nesta quarta-feira (14), uma nota de esclarecimento sobre a situação de Anderson de Amorim.

A entidade informou que o ex-presidente não integra atualmente seu quadro de filiados e enfatizou que o episódio responsável pela condenação não possui qualquer relação com as atividades sindicais ou com o exercício das funções policiais.

Amorim é policial civil aposentado e esteve à frente da entidade que representa profissionais da segurança pública em Santa Catarina.

O posicionamento do sindicato buscou esclarecer que o processo criminal diz respeito a uma conduta individual do ex-dirigente.

Embora Anderson de Amorim tenha sido detido por agentes do ICE, a prisão em território americano não significa, necessariamente, que ele será enviado imediatamente ao Brasil.

A eventual transferência dependerá dos procedimentos legais aplicáveis nos Estados Unidos, incluindo possíveis medidas migratórias e os mecanismos de cooperação entre os dois países.

Até o momento, as informações apresentadas pelas autoridades não esclarecem se o brasileiro será submetido a um processo de deportação, se existe alguma solicitação formal de extradição ou quando poderá ocorrer seu retorno ao território brasileiro.

O caso evidencia a importância da colaboração entre organismos de segurança de diferentes países na localização de pessoas condenadas que deixam o território nacional.

A captura também demonstra que a mudança de país não impede que autoridades brasileiras compartilhem informações e solicitem cooperação internacional para localizar pessoas procuradas pela Justiça.

Fonte: Da redação

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