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Influenciador brasileiro é deportado dos EUA após mais de um mês preso pelo ICE e relato de tentativa de afogamento no M

Uma manifestação conjunta de representantes brasileiros na política de Massachusetts reacendeu o debate sobre os direitos dos imigrantes no estado. As deputadas estaduais Priscila Sousa e Rita Mendes, o deputado…

Publicado em 10/14/26
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Influenciador brasileiro é deportado dos EUA após mais de um mês preso pelo ICE e relato de tentativa de afogamento no M

O influenciador digital goiano Matheus Fernandes Machado, conhecido nas redes sociais como “Ugoianin”, retornou ao Brasil na sexta-feira, 9 de outubro, depois de passar mais de um mês sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE). A trajetória do jovem, que tentou entrar nos Estados Unidos pela fronteira com o México, foi marcada por momentos de tensão, incluindo uma suposta tentativa de afogamento durante a travessia e a passagem por sete centros de detenção americanos.

Matheus estava entre os 144 brasileiros, sendo 133 homens e 11 mulheres, que desembarcaram no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Minas Gerais, a bordo de um voo fretado procedente dos Estados Unidos.

Morador de Goiânia, o jovem ganhou popularidade nas redes sociais com vídeos de humor, especialmente conteúdos relacionados ao Vila Nova Futebol Clube, tradicional equipe de futebol de Goiás. Seu perfil no Instagram reúne mais de 30 mil seguidores. A última publicação antes da detenção foi feita em 31 de agosto, quando ele já estava em território mexicano.

O caso ganhou repercussão depois que Ludmilla Machado, prima do influenciador e moradora de Massachusetts, utilizou as redes sociais para divulgar a situação enfrentada pelo familiar.

Segundo ela, Matheus deixou o Brasil em busca de melhores oportunidades nos Estados Unidos, mas acabou enfrentando uma situação de violência durante a tentativa de atravessar a fronteira.

“Ele foi preso tentando uma vida melhor aqui nos Estados Unidos. O pessoal do México tentou afogar ele no rio, não conseguiu e o entregou para a imigração”, relatou Ludmilla.

A declaração descreve uma suposta tentativa de afogamento, mas não foram apresentados detalhes que permitam identificar os envolvidos ou esclarecer as circunstâncias do episódio. O relato é atribuído à familiar e não constitui confirmação independente da agressão.

Após ser entregue às autoridades migratórias americanas, Matheus permaneceu detido por mais de um mês. De acordo com informações repassadas pela família, ele foi transferido entre sete centros de detenção do ICE e chegou a dividir celas com pessoas condenadas por crimes.

A sucessão de transferências aumentou a preocupação dos familiares, que acompanhavam a situação do jovem enquanto aguardavam informações sobre sua possível deportação.

Família comemora retorno ao Brasil

A confirmação de que Matheus havia retornado ao país trouxe alívio para os familiares e seguidores que acompanhavam o caso.

Em uma publicação nas redes sociais, Ludmilla agradeceu as mensagens de solidariedade recebidas durante o período em que o primo esteve detido.

“Ele já se encontra no Brasil. Eu queria agradecer o carinho de todos vocês. Muito obrigada!”, comemorou.

A reportagem da Manchete USA informou que tentou contato com Matheus para ouvir seu relato sobre a travessia, o período de detenção e as condições enfrentadas nos centros migratórios, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.

O veículo também procurou Ludmilla, que trabalha em uma loja de móveis pertencente ao irmão, empresa com mais de uma década de atuação em Massachusetts. O objetivo era obter informações adicionais sobre o percurso realizado pelo influenciador, mas ela também não respondeu aos contatos.

Governo Trump reforça política de tolerância zero na fronteira

A detenção do brasileiro ocorreu em meio ao endurecimento das políticas migratórias adotadas pelo governo do presidente Donald Trump, que ampliou as medidas de fiscalização e restrição à entrada irregular de estrangeiros no país.

Na semana seguinte à prisão de Matheus, o secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Markwayne Mullin, comemorou o que classificou como 16 meses consecutivos sem liberações de imigrantes na fronteira.

Segundo Mullin, os números demonstram os resultados das medidas adotadas pela administração federal.

“A prática de ‘capturar e liberar’ acabou, as consequências estão de volta e as travessias ilegais caíram para níveis historicamente baixos. É assim que se parece uma fronteira segura”, declarou o secretário.

Em comunicado divulgado em 16 de setembro, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) também destacou a redução das detenções de estrangeiros que tentam atravessar irregularmente a fronteira sul.

Segundo os dados apresentados pela agência, 8.870 estrangeiros foram detidos naquela região durante agosto, número 5% inferior ao registrado no mês anterior.

A CBP afirmou ainda que a média diária de detenções caiu 94% em comparação com a administração anterior, atribuindo o resultado ao fortalecimento das medidas de fiscalização.

Para o governo americano, os números representam um avanço no controle da fronteira. Organizações de defesa dos imigrantes, por outro lado, continuam manifestando preocupação com as condições de detenção, o tratamento dispensado aos estrangeiros e os riscos enfrentados por pessoas que tentam chegar aos Estados Unidos por rotas irregulares.

O retorno de Matheus ao Brasil encerra um período de incerteza para sua família, mas também chama atenção para os perigos enfrentados por brasileiros que tentam chegar aos Estados Unidos pela fronteira mexicana, além das consequências da atual política de fiscalização migratória americana.

Fonte: Da redação

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