Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a disputa presidencial deste domingo (25), derrotando Flávio Bolsonaro (PL) e garantindo mais quatro anos no Palácio do Planalto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou o presidente matematicamente reeleito com 98,7% das urnas apuradas. Naquele momento, Lula tinha 51,75% dos votos válidos, contra 48,25% do adversário. Os percentuais ainda eram parciais.
Com o resultado, Lula conquista seu quarto mandato na Presidência da República, após as vitórias nas eleições de 2002, 2006 e 2022.
A apuração foi marcada por uma disputa apertada e mudanças na liderança. Lula apareceu à frente nos primeiros resultados, mas foi ultrapassado por Flávio quando aproximadamente 14% das urnas estavam contabilizadas. O candidato do PL manteve uma pequena vantagem até pouco antes da metade da contagem.
A virada ocorreu com 47,6% das urnas apuradas. A partir daí, o petista ampliou gradualmente sua vantagem. Com 80% da apuração concluída, Lula registrava 51,27%, enquanto Flávio tinha 48,73%.
Às 20h49, antes da confirmação do TSE, o Datafolha já havia projetado a reeleição do presidente. Naquele momento, cerca de 75% das urnas estavam apuradas.
Após a virada, apoiadores de Lula começaram a se concentrar na Avenida Paulista, em São Paulo, para acompanhar os resultados e celebrar o avanço do petista.
O domingo eleitoral também foi marcado por dificuldades no transporte público e pela prorrogação do horário de votação. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que as seções eleitorais permanecessem abertas até as 19h em todo o país, após relatos de problemas no deslocamento de eleitores.
A medida gerou controvérsias porque algumas seções já haviam encerrado suas urnas às 17h. Houve registros de eleitores que chegaram antes do novo horário de fechamento e não conseguiram votar, abrindo discussões sobre possíveis questionamentos judiciais.
No exterior, um levantamento parcial que reunia 55 países e territórios com todas as seções disponíveis contabilizadas também apontava vantagem de Lula. Nesse recorte, o presidente somava 141.263 votos, equivalentes a 59,66%, contra 95.499 de Flávio, ou 40,34%. Os números ainda não representavam o resultado completo da votação fora do Brasil.
A vitória encerra uma disputa acirrada e assegura a permanência de Lula na Presidência para o mandato de 2027 a 2030.





