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PF investiga esquema que teria usado falsas malas diplomáticas para trazer eletrônicos dos EUA

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (23), a Operação Rota Diplomática, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de utilizar falsas malas diplomáticas para introduzir clandestinamente no…

Publicado em 09/28/26
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PF investiga esquema que teria usado falsas malas diplomáticas para trazer eletrônicos dos EUA

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (23), a Operação Rota Diplomática, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de utilizar falsas malas diplomáticas para introduzir clandestinamente no Brasil smartphones e outros produtos eletrônicos provenientes dos Estados Unidos.

De acordo com a investigação, o esquema utilizava o Aeroporto Internacional de Viracopos, em São Paulo, como uma das portas de entrada das mercadorias no país.

As cargas eram enviadas com selos e outros elementos de identificação vinculados a serviço consular. A estratégia, segundo a Polícia Federal, buscava fazer com que os volumes aparentassem possuir a condição de mala diplomática e, dessa forma, facilitar a entrada dos produtos estrangeiros no território brasileiro.

A dimensão do esquema é um dos pontos que chama atenção na investigação. Conforme a PF, mais de 230 toneladas de mercadorias teriam sido internalizadas clandestinamente entre 2023 e 2024 por meio do método investigado.

Nesta quarta-feira, agentes federais saíram às ruas para cumprir nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas. A Justiça também determinou medidas de bloqueio patrimonial que alcançam aproximadamente R$ 20 milhões.

Batizada de Rota Diplomática, a operação pretende identificar os envolvidos, esclarecer como funcionava a logística utilizada para trazer as cargas dos Estados Unidos e aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira relacionada ao esquema.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Federal.

Fonte: Da redação

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