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Coluna Jhenny Pacheco: Pré-adolescência: o corpo muda, a relação também precisa mudar

Você olha para seu filho e ainda enxerga aquela criança que corria para contar tudo. Mas, de repente, ele já não quer tantos abraços, responde com poucas palavras e começa a pedir uma privacidade que antes parecia não…

Publicado em 10/19/26
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Coluna Jhenny Pacheco: Pré-adolescência: o corpo muda, a relação também precisa mudar

Você olha para seu filho e ainda enxerga aquela criança que corria para contar tudo. Mas, de repente, ele já não quer tantos abraços, responde com poucas palavras e começa a pedir uma privacidade que antes parecia não existir.

E, mesmo sabendo que crescer faz parte da vida, nem sempre é fácil para os pais acompanhar essas mudanças.

Às vezes, sentimos saudade de uma criança que continua bem diante dos nossos olhos.

A pré-adolescência traz transformações físicas, emocionais e sociais. O corpo começa a mudar, a opinião dos amigos ganha importância e surgem perguntas sobre identidade, pertencimento e autonomia.

Mas nada disso acontece da mesma maneira ou no mesmo tempo para todos.

E precisamos compreender algo: crescer não significa estar preparado para lidar sozinho com tudo o que se sente.

Um pré-adolescente pode querer privacidade e ainda precisar de acolhimento. Pode discordar dos pais e continuar precisando de orientação. Pode pedir independência e, minutos depois, buscar segurança.

Essa aparente contradição não precisa ser interpretada como ingratidão ou falta de amor.

Também não significa que devemos aceitar qualquer comportamento. Respeito, responsabilidade e limites continuam sendo necessários. O que precisa mudar é a maneira como construímos essas relações.

Talvez aquela conversa que antes acontecia espontaneamente agora precise de mais tempo. Talvez o abraço precise ser oferecido, não imposto. Talvez seja necessário aprender a ouvir opiniões diferentes sem transformar toda discordância em confronto.

E há algo que considero especialmente importante: respeitar a privacidade não é abandonar a responsabilidade de cuidar.

Nossos filhos continuam precisando de adultos atentos, interessados e disponíveis. Adultos que saibam reconhecer quando o silêncio é apenas necessidade de espaço e quando pode ser sinal de sofrimento.

A infância não desaparece de um dia para o outro. E o vínculo construído ao longo dos anos também não precisa desaparecer.

Ele pode amadurecer junto com a relação.

Talvez um dos maiores desafios de educar seja justamente este: compreender que nossos filhos estão crescendo sem exigir que continuem demonstrando amor da mesma maneira.

Porque crescer não deveria significar perder a segurança de ter para onde voltar.

Proteger uma criança começa na forma como você educa.

Fonte: Da redação

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