Brazilian Times

O primeiro semanário brasileiro nos EUA

Coluna Tiago Prado - Para onde o dinheiro está indo: Os 5 maiores deals de M&A em mercados emergentes

Enquanto o mercado americano domina as manchetes financeiras com os juros estabilizados e a Economia em K separando quem opera bem de quem improvisa, uma movimentação silenciosa de capital pesado está acontecendo nos…

Publicado em 09/22/26
Compartilhar:f𝕏W
Coluna Tiago Prado - Para onde o dinheiro está indo: Os 5 maiores deals de M&A em mercados emergentes

Enquanto o mercado americano domina as manchetes financeiras com os juros estabilizados e a Economia em K separando quem opera bem de quem improvisa, uma movimentação silenciosa de capital pesado está acontecendo nos mercados emergentes. E o empresário que entende por que comprar uma empresa nos EUA é melhor do que começar do zero já sabe que esse movimento global tem uma versão acessível na Main Street americana.

No primeiro semestre de 2026, o volume global de fusões e aquisições (M&A) bateu recorde, chegando a US$ 2,8 trilhões. O dinheiro fácil acabou, mas o dinheiro estratégico continua rodando rápido. O que os dados recentes do Oriente Médio, Ásia e América Latina nos mostram é que fundos soberanos e grandes corporações não estão mais comprando crescimento a qualquer custo. Eles estão comprando infraestrutura crítica, dados e transição energética.

What is the actual constraint here? O gargalo global não é mais software de consumo; é infraestrutura dura. É energia para rodar inteligência artificial, portos para garantir logística e data centers para processar o volume brutal de informações. O mesmo princípio que guia a alocação de capital no estilo Warren Buffett, comprar ativos previsíveis e tangíveis, está guiando os maiores fundos do mundo.

Veja o que acabou de acontecer em Singapura. A DayOne Data Centers levantou US$ 4,5 bilhões em uma rodada liderada por gigantes como Coatue e Hillhouse, com participação direta do fundo soberano da Indonésia. Eles não estão financiando um aplicativo; estão financiando os tijolos e cabos que vão sustentar a próxima década da tecnologia na Ásia.

No Oriente Médio, a lógica é a mesma. O maior negócio regional do semestre foi a aquisição de US$ 1,41 bilhão feita pela DEWA (empresa de energia de Dubai) em infraestrutura de resfriamento central. O capital regional, muitas vezes ligado a fundos soberanos, está comprando controle e resiliência operacional.

Control comes from clarity. Quando olhamos para a lista dos maiores deals por região, o padrão é óbvio: o capital está fugindo da especulação e ancorando em ativos tangíveis e estratégicos. É exatamente o que a Due Diligence em M&A revela: o comprador sério não compra narrativa, compra número auditado.

Os Maiores Deals em Mercados Emergentes (H1 2026)

Região

Empresa Alvo / Setor

Comprador / Investidor

Valor Estimado

Ásia (ASEAN)

DayOne Data Centers (Infra/Tech)

Coatue, Hillhouse, INA

US$ 4,5 Bilhões [2]

Oriente Médio

Emirates Central Cooling Systems

DEWA

US$ 1,41 Bilhão [3]

África

Projetos de Gás/Energia

Shell / ADNOC

Bilionário (Não revelado) [4]

América Latina

Concessão Régis Bittencourt (Rodovias)

Consórcios de Infraestrutura

~ R$ 7,2 Bilhões [5]

Oriente Médio

Byrne Equipment Rental (Logística)

GFH Financial Group

US$ 400 Milhões [3]

Para o empresário imigrante que atua no mercado de trabalho americano, a lição desses mega deals é simples. Não importa se você está comprando uma empresa de US$ 4 bilhões ou uma oficina de US$ 400 mil: o comprador sério busca infraestrutura, previsibilidade de caixa e operações que não dependam de heroísmo diário. Entender onde o empresário brasileiro tem vantagem real em M&A nos EUA é o primeiro passo para não pagar o imposto do turista em nenhuma negociação. E quando chegar a hora de formalizar a proposta, a Letter of Intent (LOI) é o documento que separa quem está jogando de verdade de quem está apenas olhando vitrine.

Fonte: Da redação

Compartilhar matéria:

Veja também