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Coluna Uiara: Quando a própria história se transforma em chamado para outras mulheres

Há histórias que são contadas, também, há histórias que, depois de vividas, passam a movimentar outras histórias. Assim, a trajetória de Ana Poltera , escritora, palestrante e mentora em Fertilidade & Identidade…

Publicado em 10/11/26
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Coluna Uiara: Quando a própria história se transforma em chamado para outras mulheres

Há histórias que são contadas, também, há histórias que, depois de vividas, passam a movimentar outras histórias. Assim, a trajetória de Ana Poltera, escritora, palestrante e mentora em Fertilidade & Identidade Feminina, pertence à segunda categoria. Sua experiência pessoal, marcada por desafios relacionados à maternidade, perdas, relacionamentos difíceis e processos de reconstrução, acabou dando origem a uma atuação que hoje ultrapassa fronteiras.

Radicada na Suíça, Poltera é CEO do programa Gravidez na Maturidade, fundadora do movimento E.L.A.S. – Foram Chamadas para Gerar e criadora do Método Gerar. Sua proposta parte de uma palavra que, para ela, ganhou um significado muito mais amplo do que a maternidade: gerar. Ou seja, gerar filhos, mas também sonhos, projetos, negócios, propósito e, consequentemente, uma nova identidade.

 

Quando o sonho da maternidade se transforma em descoberta

Aos 40 anos, Ana decidiu que queria ser mãe e o desejo, entretanto, encontrou pela frente dificuldades de fertilidade e questões pessoais que tornaram o caminho muito mais complexo do que imaginava. Sua trajetória também foi atravessada por experiências dolorosas e relacionamentos abusivos, circunstâncias que, segundo seus relatos, a levaram a olhar para dentro e compreender aspectos de sua própria identidade que precisavam ser reconstruídos. Dessa forma, aos 43 anos, encontrou um novo relacionamento e, alguns anos depois, tornou-se mãe aos 46 e aos 48 anos.

Mais do que a realização de um sonho pessoal, a maternidade passou a representar para Ana um ponto de inflexão. A experiência fez nascer uma nova pergunta: quantas mulheres também carregam dentro de si sonhos que acreditam ter perdido pelo caminho? Foi dessa inquietação que surgiu uma nova etapa de sua vida profissional.

 

De uma experiência pessoal a uma missão internacional

Hoje, Ana trabalha com mulheres que desejam repensar suas trajetórias e ampliar a compreensão sobre aquilo que podem construir em diferentes fases da vida. Portanto, seu trabalho reúne literatura, palestras, mentorias, encontros e projetos voltados à identidade feminina, propósito, maternidade e desenvolvimento pessoal.

Em junho deste ano, Zurique recebeu a primeira edição da jornada E.L.A.S. – Foram Chamadas para Gerar, onde reuniu mulheres de diferentes trajetórias para discutir identidade, autoestima, relacionamentos, liderança, desenvolvimento pessoal e reconstrução emocional. A iniciativa ganhou posteriormente novas etapas em Lausanne e Portugal, consolidando uma proposta que pretende conectar mulheres de diferentes países por meio de histórias, experiências e projetos.

Para Ana, a ideia central é que a mulher não seja definida apenas pelo que conseguiu ou não realizar, mas também pela capacidade de reconstruir sua trajetória.

Fonte: Da redação

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