O curta-metragem brasileiro “DOMA”, protagonizado por Carolina Belarmino, foi selecionado para o Austin Film Festival, nos Estados Unidos. Considerado um festival qualificador para o Oscar e conhecido por valorizar roteiristas e narrativas autorais, o evento exibirá o filme nos dias 31 de outubro, às 12h25, e 5 de novembro, às 19h, no horário local de Austin.
Para Carolina, a seleção foi uma surpresa e representa uma conquista importante para a equipe. “Não havíamos sido selecionados para alguns festivais menores, então ver a aprovação de um grande festival qualificador para o Oscar foi a melhor notícia dos últimos tempos”, afirma. Ela conta que recebeu a notícia por telefone, em uma ligação de Alexander Igbanoi, premiado diretor, roteirista e produtor britânico-nigeriano, responsável pela direção do curta, e se emocionou. “Eu nem fingi costume, chorei de alegria”, relembra.
A presença no Austin Film Festival também é vista como um reconhecimento ao trabalho realizado no Brasil. Segundo Carolina, o evento tem uma relação especial com os profissionais responsáveis pelas histórias. “Eles realmente valorizam as histórias e as pessoas que as contam. Ter nosso curta-metragem ‘DOMA’ reconhecido e selecionado dentre tantas inscrições mostra que nosso projeto, gravado no Brasil com tanto carinho e dedicação, importa e é valorizado lá fora”, afirma.
A equipe agora pretende ampliar a trajetória do projeto. O roteiro de um longa-metragem baseado em “DOMA” já está sendo desenvolvido, e a expectativa é conquistar visibilidade, apoio e parceiros para viabilizar a produção. Além da exibição dos filmes, Carolina destaca a importância dos encontros promovidos pelo festival. “Em um festival de cinema, por mais legal que seja assistir aos filmes exibidos, o que importa muito são as pessoas e as conexões que você faz”, explica.
Por ser um evento qualificador para o Oscar, a participação também alimenta expectativas em relação a uma possível premiação. Caso o curta vença alguma categoria, poderá se tornar elegível para consideração da Academia, conforme as regras do Oscar. “Estarei mentindo se disser que a expectativa de ganhar algo não está alta”, admite Carolina.
Desde a estreia, “DOMA”, que tem em seu elenco, além de Carolina, nomes como Wilson Rabelo (Bacurau), Vanderlei Bernardino (Mussum, o Filmis) e Andrea Capelli, vem recebendo retorno positivo do público. Embora ainda não esteja disponível publicamente, o filme foi apresentado em duas sessões privadas para profissionais da indústria e amigos próximos: uma em São Paulo, em fevereiro, e outra em Londres, em julho. De acordo com Carolina, muitos espectadores afirmaram ter se emocionado e chorado após as exibições, enquanto outros disseram ter se sentido inspirados a desenvolver seus próprios projetos.
As sessões em Londres também ajudaram a apresentar ao público estrangeiro aspectos da cultura brasileira ligados ao sertanejo e ao rodeio. “Muitas pessoas disseram que não sabiam dessa cultura no Brasil. Quando se fala em Brasil, aqui fora pensam em Carnaval e Amazônia, então poder mostrar esse outro lado do nosso país está sendo bem especial”, conta.
Além do Austin Film Festival, a equipe inscreveu “DOMA” em outros eventos e espera levar o curta a diferentes países após a passagem pelo Texas. Os produtores também estão em conversas com nomes importantes do setor audiovisual, em busca de pessoas que possam contribuir com experiência, fortalecer o desenvolvimento do projeto e colaborar especialmente com os próximos passos da versão em longa-metragem.
Para assistir ao filme no Austin Film Festival, é necessário ter a credencial do evento ou adquirir ingressos pelo site oficial do festival.
Instagrans https://www.instagram.com/doma.shortfilm/
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SOBRE CAROLINA BELARMINO
Carolina Belarmino nasceu em São José do Rio Preto (SP). Era decoradora de casamentos e designer floral quando se mudou para Londres em outubro de 2020, em plena pandemia, quando os eventos foram cancelados, para estudar arte floral na London Flower School, além de realizar o sonho de morar fora. A ideia era ficar um mês estudando, mas acabou ficando na cidade, trabalhando como florista freelancer para diversas empresas de flores e eventos.
A até então florista foi indicada para trabalhar no set de “Bridgerton”, série de sucesso da Netflix, como florista dos cenários. E foi no dia a dia nos sets que despertou um sonho de criança: ser atriz. “Quando eu olho pra trás, parece que era pra ser. Eu quase não aceitei o trabalho como florista de ‘Bridgerton’ porque eu teria outro trabalho naquele dia, que acabou sendo cancelado de última hora. E foi pela série e por passar tantos meses nos sets, que decidi que iria correr atrás desse sonho. Era um sonho de criança, mas que eu nunca havia feito nada em relação a ele. Não era algo que achei que poderia se tornar minha realidade”, relembra.
Carolina estudou na Identity School of Acting, em Londres, ao mesmo tempo que iniciou um curso e acompanhamento online com a preparadora brasileira Thaís Mansano, buscando ser uma atriz melhor em português como parte vital de sua atuação em inglês.
A atriz já participou de mais de 30 produções como elenco de apoio e figuração, como “The Crown”, “House of the Dragon”, “Mobland”, “Saltburn” e a própria “Bridgerton”, e segue trabalhando como florista.
Crédito fotográfico: Phil Sharp (fotos de ensaio fotográfico), Ruy Neto e Helo Molinari (bastidores de DOMA) e divulgação (Frames do filme)





