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Reinventando o Amor: Como Encontrar Seu Parceiro Ideal

Por Liza Andrews Em algum momento de nossas vidas, a maioria de nós ouviu os pais, parentes ou amigos dizerem que tipo de parceiro amoroso deveríamos ter. Honestos, bonitos, trabalhadores, leais, a lista é infinita. Mas…

Publicado em 09/02/26
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Reinventando o Amor: Como Encontrar Seu Parceiro Ideal

Por Liza Andrews

Em algum momento de nossas vidas, a maioria de nós ouviu os pais, parentes ou amigos dizerem que tipo de parceiro amoroso deveríamos ter. Honestos, bonitos, trabalhadores, leais, a lista é infinita. Mas apesar da natural necessidade humana de agradar a todos, amor romântico é um assunto que você deve agradar primeiramente a si. Mesmo quando isso envolve criar conflitos. Pais, parentes e amigos são peças fundamentais em nosso universo. Contudo, o parceiro amoroso, se escolhido sabiamente, será a pessoa que irá envelhecer ao seu lado. Alguém que estará lá quando as outras pessoas não mais estiverem.  É preciso refletir bem sobre isso sem influências externas, ou baseado em paixões repentinas. Do contrário, você estará fadado à infelicidade dos impulsivos e conformistas.

Outros problemas da influência de terceiros em nossos relacionamentos são: pais tendem a projetar nos filhos suas aspirações pessoais; e indivíduos cujos relacionamentos não funcionaram tendem a agir como se soubessem o que é ou não ideal para os outros. Alguns, dependendo do dano causado por suas próprias desilusões, até sugerem que sigamos nossas vidas de forma independente, tendo namorados e amantes, sem grande envolvimento.

Escute as expectativas e conselhos dos outros, leve-os em consideração, mas a decisão final no campo amoroso deve ser um processo solitário. Lembre-se que as consequências das suas escolhas cairão sobre você mais do que qualquer outro indivíduo. E até os conselhos bem intencionados que tentam evitar que você sofra, também evitam que você viva.

Existe Fórmula?

Não. Mas especialistas em comportamento, sexo e terapia de casais concordam com algumas premissas. A primeira é descobrir que tipo de relacionamento você gostaria de ter. Se a idéia do que se deseja obter de uma relação for clara, as chances de encontrar pessoas afins se maximiza. Apaixonar-se por alguém atraente e carismático, cujas expectativas e planos românticos são antagônicos aos seus é a fórmula perfeita para os conflitos de livros e filmes. Não algo viável na realidade.

Erros nesta área são fáceis de ocorrer, especialmente em cidades como Nova Iorque, uma das mais cosmopolitas do mundo. Com tal riqueza cultural, tem-se também no território amoroso uma vasta diversidade de opções. João Pedro, um brasileiro de Florianópolis, vivendo em Manhattan há cinco anos, afirma que a variedade física e mental das possíveis parceiras causa a mesma confusão de estar num restaurante cujo menu possui vinte páginas! “Não tem nada a ver com não levar relacionamentos a sério. Nunca conheci tanta gente interessante que é tão diferente de mim. Já tive vários namoros que não passaram dos três meses, e é realmente difícil discernir em quem vale a pena investir.”

Outro exemplo de aparente  “parceria fácil” que no longo prazo não funciona é a entre dois individualistas. Manter-se independente emocionalmente pode manter seu coração a salvo das possíveis decepções do amor, mas você jamais se sentirá realizado nesse departamento. Por mais avant-garde que o conceito pareça, individualistas jamais serão um casal. Seus hábitos e rotinas solo são tão inflexíveis que não comportarão o outro; e seus medos de serem dominados sempre os colocarão numa posição defensiva. A união será uma constante queda-de-braço e esta disputa por território não trará nada além de dor e frustração —declarada ou silenciosa.

Maximizando as Chances de Felicidade a Dois

1- Tenha em mente cinco pontos essenciais e inegociáveis para a sua felicidade, e se atenha a eles. Ser flexível para acomodar os hábitos e rotinas do outro é saudável, ter que mudar seus princípios e valores para manter uma relação não é.

2- Procure conhecer pessoas que estejam acostumadas a viver em grupo e dividir tarefas. Tratando-se de homens, os melhores parceiros costumam ser aqueles que conviveram com irmãs ou primas enquanto cresciam. Eles compreendem o universo feminino. Indivíduos de ambos os sexos que passaram longos períodos vivendo harmoniosamente com a família ou colegas de quartos também costumam ser menos territoriais e dominadores.

3- Procure pessoas generosas que gostem de dividir o mundo delas com você. Fuja dos que fazem uso demasiado do pronome “meu” em vez do “nosso”. Todos nós temos um lado bom e um ruim. Todos temos medo de sofrer e de termos nossos corações partidos. Nossa escolha é se teremos uma atitude positiva ou negativa diante do amor. A atitude positiva diminuirá os temores infundados e aumentará as chances de que os desentendimentos se tornem mágoas incuráveis, e as brigas rotineiras terminem em desnecessárias separações.

4- Mantenha sua independência financeira – sempre – mas esteja aberto a uma saudável dependência emocional. Mostrar-se emocionalmente disponível é primordial para que o outro faça o mesmo. Pessoas que não demonstram sentimentos ou pedem desculpas por considerarem ambos “fraquezas” são parceiros difíceis que raramente se regeneram.

Sejam quais forem as suas escolhas, a forma de sentir-se confortável com o processo de entrega e intimidade é encontrar o parceiro mais compatível com você. Não aquele da sua fantasia de adolescente. Não o que outras pessoas dizem ser adequado. Mas aquele que sem que você precise listar suas qualidades e defeitos, te faça sentir-se “em casa”. Que te compreenda e acima de tudo, desperte o melhor em você.

Liza Andrews é jornalista e apresentadora de TV em Nova Iorque. Acompanhe e envie perguntas e sugestões para a colunista pelo Instagram @LizaAndrewsOficial

Fonte: Da redação

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