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Publicado em 5/04/2025 as 9:30am

Ativistas criticam parceria entre polícia local da Flórida e ICE 

Fonte: Da redação


O programa federal 287(g), que autoriza agências policiais locais a cooperar com a Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) na aplicação de leis migratórias, tem gerado debates acalorados na Flórida. Enquanto autoridades defendem a medida como necessária para a segurança pública, grupos de direitos dos imigrantes alertam para possíveis abusos e erosão da confiança nas instituições.

Criado em 1996 e reativado durante o governo Trump, o programa 287(g) capacita agentes da lei locais a identificar, deter e processar imigrantes em situação irregular que já estejam sob custódia por outras infrações. Atualmente, todos os 67 condados da Flórida participam da iniciativa.

O governador Ron DeSantis afirmou que a medida é crucial para "garantir o cumprimento das leis de imigração e proteger as comunidades". A Associação dos Xerifes da Flórida emitiu comunicado em fevereiro destacando que o programa visa "manter a segurança pública".

Organizações de direitos civis e imigrantes contestam os benefícios do programa, apontando riscos concretos:

Queda em denúncias de crimes: Dados de outros estados com programas similares mostram redução em relatos de violência doméstica e outros crimes em comunidades imigrantes.

Impacto econômico: Setores como agricultura, construção e hotelaria, que dependem de mão de obra imigrante, podem enfrentar escassez de trabalhadores.

Questões legais: O Departamento de Justiça já investigou casos de perfilamento racial vinculados ao 287(g) no passado.

"Quando as comunidades passam a ver a polícia como agente de deportação, todos ficam mais inseguros", afirmou Tessa Petit, da Florida Immigrant Coalition.

A Flórida abriga aproximadamente 590 mil imigrantes indocumentados, o terceiro maior número entre os estados americanos. O debate ocorre em meio a discussões mais amplas sobre reforma migratória nos EUA.

Enquanto isso, autoridades locais como o xerife Grady Judd (Polk County) defendem o programa: "Estamos cumprindo a lei, sem discriminação".

O Departamento de Segurança Interna não comentou sobre possíveis ajustes no programa. Analistas sugerem que a controvérsia deve permanecer no centro do debate político fluminense nos próximos meses.

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