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Após ser detido em aeroporto, atleta argentino retoma rotina na flórida

Uma viagem com o time para participar de uma partida terminou em mais de três semanas sob custódia das autoridades de imigração dos Estados Unidos para o jogador argentino Matías Pourrain. Aos 34 anos, o atleta do Miami…

Publicado em 09/02/26
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Após ser detido em aeroporto, atleta argentino retoma rotina na flórida

Uma viagem com o time para participar de uma partida terminou em mais de três semanas sob custódia das autoridades de imigração dos Estados Unidos para o jogador argentino Matías Pourrain. Aos 34 anos, o atleta do Miami United FC foi liberado no fim de agosto após o pagamento de uma fiança de US$ 20 mil.

O episódio começou em 6 de agosto no Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale. Pourrain estava acompanhado de outros jogadores e seguia para Los Angeles quando foi abordado e detido por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE).

A situação migratória do argentino passou então a ser analisada pelas autoridades. Conforme informações do Departamento de Segurança Interna (DHS), ele chegou legalmente aos Estados Unidos em novembro de 2019, mas sua autorização inicial de permanência terminou em maio de 2020.

Pourrain afirma que atualmente possui um caso migratório em andamento e documentos que permitem sua atuação profissional, incluindo autorização de trabalho. Ele também possui identificação e número de Seguro Social.

Uma consulta realizada pela Telemundo 51 não identificou antecedentes criminais associados ao nome do jogador.

TRÊS UNIDADES EM 22 DIAS

Durante o período em que permaneceu sob responsabilidade das autoridades federais, o argentino foi levado para diferentes locais de detenção na Flórida e no Texas.

Após recuperar a liberdade, Pourrain apresentou uma série de críticas sobre o tratamento que afirma ter recebido principalmente nos primeiros dias.

O atleta declarou que enfrentou longos períodos sem acesso a necessidades básicas e relatou ter permanecido por aproximadamente 35 horas submetido a medidas de contenção.

Pourrain classificou a experiência como “desumana”.

A Telemundo 51 procurou o DHS para questionar especificamente as condições descritas pelo argentino. Segundo a emissora, não houve manifestação do departamento sobre as alegações apresentadas por ele.

RETORNO PARA CASA

A saída ocorreu em 28 de agosto, quando Pourrain deixou uma unidade de detenção localizada em Laredo, no Texas.

Mesmo fora da custódia, o jogador continuará sendo acompanhado pelas autoridades enquanto seu processo migratório avança.

Uma das possibilidades inicialmente apresentadas era a utilização de um dispositivo eletrônico no tornozelo. Pourrain pediu a substituição da medida por considerar que o equipamento poderia dificultar sua atuação dentro de campo e seu trabalho na formação de jovens jogadores.

O pedido foi avaliado e ele recebeu um telefone para manter contato com as autoridades quando necessário.

Outra condição estabelecida limita seus deslocamentos a um raio de 75 milhas de sua residência. A defesa pretende solicitar uma mudança nessa regra, já que a profissão de Pourrain exige viagens para acompanhar sua equipe em competições.

FUTEBOL E TRABALHO COM CRIANÇAS

Além de defender o Miami United FC, Pourrain trabalha com crianças no Key Biscayne Soccer Club e participa das atividades da academia da instituição.

Depois de 22 dias afastado de suas atividades, o argentino agora busca recuperar a rotina profissional.

Seu caso migratório ainda não chegou ao fim e continuará seguindo os procedimentos previstos pelas autoridades americanas. Enquanto aguarda os próximos passos, Pourrain pretende voltar aos treinamentos, às aulas e às atividades ligadas ao futebol.

Fonte: Da redação

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