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Congressista Delia Ramirez defende fim do ICE e desmantelamento do Departamento de Segurança Interna

A congressista democrata Delia Ramirez, de Illinois, voltou a defender uma ampla reformulação do sistema de imigração dos Estados Unidos, incluindo a abolição do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e o…

Publicado em 09/21/26
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Congressista Delia Ramirez defende fim do ICE e desmantelamento do Departamento de Segurança Interna

A congressista democrata Delia Ramirez, de Illinois, voltou a defender uma ampla reformulação do sistema de imigração dos Estados Unidos, incluindo a abolição do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e o desmantelamento do Departamento de Segurança Interna (DHS).

Ramirez argumenta que mudanças de comando, substituição de funcionários ou alterações nas estratégias de fiscalização migratória não seriam suficientes para solucionar problemas que, segundo ela, se tornaram estruturais dentro das agências federais.

A parlamentar afirma que o atual sistema de fiscalização migratória perdeu seu compromisso com princípios como o devido processo legal e a proteção dos direitos constitucionais. Essas afirmações representam a avaliação política da congressista e não uma conclusão judicial geral sobre a atuação do ICE ou do DHS.

A posição de Ramirez não é recente. Em 2026, ela intensificou suas iniciativas no Congresso relacionadas ao tema. Entre elas está o Melt ICE Act, apresentado com a deputada Yvette Clarke, que busca restringir o uso de determinados recursos do DHS em ações de detenção e monitoramento de imigrantes e redirecionar recursos para serviços comunitários.

Ramirez também apresentou a resolução denominada Renewed Mandate for Human Rights, por meio da qual defende mudanças mais profundas na estrutura federal responsável pela segurança interna e pela aplicação das leis migratórias.

Outro ponto levantado pela congressista envolve a responsabilização de ex-integrantes das forças federais. Ramirez defende que investigações iniciadas contra funcionários não sejam encerradas simplesmente porque eles deixaram seus cargos.

Entre os casos mencionados está o de Gregory Bovino, ex-comandante da Patrulha de Fronteira. Reportagens baseadas em registros oficiais indicaram que Bovino estava sob investigação interna quando se aposentou. A apuração envolvia, entre outras questões, preocupações relacionadas a um depoimento prestado por ele em tribunal federal e alegações envolvendo comentários feitos anteriormente.

Ramirez já havia buscado esclarecimentos sobre a atuação de Bovino e, em dezembro de 2025, tentou convocá-lo para prestar depoimento perante o Comitê de Segurança Interna da Câmara.

A congressista também foi uma das críticas da gestão de Kristi Noem à frente do DHS e defendeu sua saída do cargo. Noem deixou o comando da pasta depois que o presidente Donald Trump anunciou, em março de 2026, sua substituição.

Para Ramirez, porém, a troca de dirigentes não seria suficiente. Sua proposta política vai além de mudanças individuais e prevê uma reorganização estrutural das instituições responsáveis pela aplicação das políticas migratórias e de segurança interna.

Apesar da defesa explícita da congressista pela extinção do ICE e pelo desmantelamento do DHS, uma mudança dessa dimensão não pode ser determinada individualmente por um parlamentar. A eliminação ou reorganização dessas estruturas federais dependeria da aprovação de medidas pelo Congresso dos Estados Unidos, além das demais etapas previstas no processo legislativo federal.

A proposta de Ramirez coloca em debate não apenas a atuação do ICE, mas o próprio modelo institucional criado para executar parte significativa das políticas de imigração e segurança interna dos Estados Unidos.

Fonte: Da redação

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