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Denúncia aponta falhas na contratação e treinamento de novos agentes do ICE nos EUA

O processo de expansão do quadro de agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) passou a ser alvo de novos questionamentos após a divulgação de uma denúncia interna que aponta…

Publicado em 09/03/26
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Denúncia aponta falhas na contratação e treinamento de novos agentes do ICE nos EUA

O processo de expansão do quadro de agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) passou a ser alvo de novos questionamentos após a divulgação de uma denúncia interna que aponta possíveis falhas na avaliação de candidatos contratados pela agência.

O documento foi apresentado em agosto de 2025 por um funcionário de carreira do ICE que ocupava um cargo de chefia e tinha responsabilidade sobre equipes envolvidas na análise de novos candidatos. Segundo a denúncia, mudanças adotadas durante uma campanha de contratação acelerada teriam reduzido algumas das verificações realizadas antes do avanço dos candidatos no processo seletivo.

Entre os problemas relatados estão casos em que ofertas de emprego teriam sido feitas antes da conclusão de etapas preliminares relacionadas à confirmação de identidade, impressões digitais e análise de crédito. O denunciante classificou a situação como uma série de “falhas sistêmicas” e pediu uma investigação independente.

O alerta foi encaminhado ao Escritório do Inspetor-Geral do Departamento de Segurança Interna (DHS), responsável pela fiscalização das atividades do departamento. O caso tornou-se público nesta quinta-feira (3), após a denúncia ser obtida por meio de um pedido de acesso a registros públicos.

Segundo o documento, a preocupação central era que a necessidade de aumentar rapidamente o número de agentes pudesse comprometer procedimentos destinados a identificar possíveis riscos antes da contratação.

A denúncia também levanta questionamentos sobre a concessão de autorizações de segurança a determinados nomeados políticos. De acordo com o relato, informações consideradas desfavoráveis teriam sido identificadas em algumas avaliações, mas não teriam impedido o avanço dos processos. As alegações estão sob análise e não significam, por si só, que irregularidades tenham sido comprovadas.

Treinamento também entrou no centro do debate

As críticas não se limitam ao processo de contratação. Em fevereiro, Ryan Schwank, ex-advogado do ICE que trabalhou no centro de treinamento da agência, afirmou durante uma audiência no Congresso que centenas de horas de conteúdo haviam sido retiradas da formação oferecida aos novos agentes.

Segundo Schwank, parte das aulas afetadas abordava temas como legislação, limites da autoridade dos agentes, procedimentos de detenção, uso da força e treinamento operacional.

O processo de formação foi posteriormente ampliado. O DHS informou que o treinamento passou para 72 dias e que a mudança se aplica às novas turmas da academia iniciadas a partir de 1º de julho de 2026. Agentes formados pelo currículo anterior também deverão participar de treinamento complementar.

DHS defende procedimentos adotados

Em resposta às denúncias, o Departamento de Segurança Interna afirmou que não comenta questões relacionadas a ex-funcionários, mas defendeu os procedimentos atualmente utilizados pelo ICE.

Segundo o departamento, o Escritório de Responsabilidade Profissional da agência aplica as normas de avaliação de pessoal e considera as informações disponíveis sobre cada candidato, incluindo requisitos relacionados à segurança nacional.

O DHS explicou ainda que candidatos podem receber uma seleção provisória após as primeiras etapas do processo e, em determinadas situações, iniciar o treinamento enquanto a investigação completa de antecedentes permanece em andamento.

O Escritório do Inspetor-Geral já iniciou uma análise dos procedimentos de contratação e treinamento do ICE. A investigação deverá avaliar se as práticas adotadas durante a expansão acelerada do quadro de agentes seguiram as normas federais e os padrões de segurança exigidos para funcionários responsáveis pela aplicação das leis de imigração.

Fonte: Da redação

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