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Ex-colaborador de agências americanas é detido pelo ICE e tenta permanecer nos EUA

Uma disputa na Justiça Federal está colocando em lados opostos as autoridades de imigração dos Estados Unidos e um homem que afirma ter prestado serviços durante anos a órgãos americanos em investigações internacionais de segurança.

Publicado em 08/20/26
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Ex-colaborador de agências americanas é detido pelo ICE e tenta permanecer nos EUA

Uma disputa na Justiça Federal está colocando em lados opostos as autoridades de imigração dos Estados Unidos e um homem que afirma ter prestado serviços durante anos a órgãos americanos em investigações internacionais de segurança.

Blerim Skoro, de 55 anos, natural de Kosovo, está detido em Nova Jersey desde o início de agosto. A defesa tenta evitar sua retirada dos Estados Unidos, argumentando que existe uma determinação judicial anterior que impede seu envio para Kosovo por questões relacionadas à sua segurança.

Detenção ocorreu durante compromisso migratório

O caso ganhou um novo capítulo em 3 de agosto, quando Skoro compareceu a uma unidade de imigração em Nova Jersey para cuidar de sua documentação. Durante o atendimento, ele foi colocado sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE).

A prisão surpreendeu sua família e levou os advogados a recorrerem novamente à Justiça.

A principal alegação da defesa é que uma decisão de 2022 reconheceu que o retorno de Skoro a Kosovo poderia colocá-lo em situação de grave perigo. Na ocasião, ele recebeu proteção contra a remoção para aquele país com base em normas internacionais. Essa decisão, no entanto, não transformou sua situação migratória em residência permanente.

Passado inclui colaboração com autoridades federais

Antes de construir sua atual vida familiar nos Estados Unidos, Skoro teve problemas com a Justiça. No início dos anos 2000, ele cumpriu pena por uma condenação relacionada ao tráfico de drogas.

Foi durante esse período que, segundo registros e sua própria defesa, começou uma relação de colaboração com investigadores federais.

Com o aumento das investigações de segurança nacional após os ataques de 11 de setembro de 2001, Skoro teria passado a compartilhar informações sobre pessoas e redes que estavam sendo acompanhadas pelas autoridades americanas.

Documentos do FBI divulgados pela CBS News indicam que informações fornecidas por ele foram consideradas confiáveis e capazes de auxiliar investigações. Um dos registros fazia referência a apurações relacionadas à rede de Osama bin Laden e a informações sobre uma possível estrutura de treinamento na Síria.

Atuação teria continuado fora dos Estados Unidos

A defesa afirma que a colaboração não terminou quando Skoro deixou o território americano em 2007.

De acordo com seu relato, nos anos seguintes ele participou de atividades sigilosas em diferentes países do Oriente Médio, da Ásia e dos Bálcãs. Skoro sustenta que trabalhou em contato com autoridades americanas e ajudou na localização de pessoas procuradas em investigações internacionais.

Um dos nomes associados a essa atuação é Betim Kaziu, que acabou preso em 2009 e posteriormente recebeu uma sentença de 27 anos nos Estados Unidos por um caso envolvendo apoio a um grupo extremista e planos contra militares americanos no exterior.

Skoro afirma ter contribuído para que as autoridades descobrissem onde Kaziu estava. Ele também relata ter repassado informações sobre materiais radioativos que poderiam representar risco à segurança.

Seus advogados dizem que, ao longo de quase uma década, o kosovar colaborou de diferentes maneiras com CIA, FBI e DEA. Parte dessas afirmações permanece baseada nos relatos apresentados por Skoro e sua equipe jurídica, já que as agências não detalharam publicamente a suposta atuação.

Retorno aos EUA e vida em Nova York

Skoro voltou aos Estados Unidos em 2014. Desde então, estabeleceu-se na região de Nova York, onde trabalhou como taxista. Ele é casado com uma cidadã americana e é pai de três filhos.

Sua situação migratória voltou a enfrentar problemas em 2016, após uma ocorrência envolvendo o uso do cartão de transporte estudantil de sua filha. A partir daquele episódio, novas questões relacionadas à sua permanência no país passaram a ser discutidas.

Anos depois, em 2022, ele conseguiu uma decisão que bloqueou especificamente sua remoção para Kosovo.

Tribunal decidirá próximos passos

Agora, o centro da discussão não é apenas o histórico de Skoro, mas se o governo pode avançar com uma nova tentativa de removê-lo diante da proteção judicial já concedida.

Em 17 de agosto, seus representantes apresentaram uma nova ação pedindo que a Justiça intervenha. A defesa sustenta que qualquer mudança na situação do cliente precisa passar pela análise de um juiz.

O juiz federal Robert Kirsch determinou prazo para que o governo responda aos argumentos apresentados.

Até que haja uma nova decisão, Skoro continua detido em Nova Jersey. O processo deve definir se as autoridades poderão avançar com a remoção ou se a proteção concedida anteriormente continuará impedindo seu envio para Kosovo.

Fonte: Da redação

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