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Família é detida pelo ICE durante viagem enquanto tentava regularizar situação migratória nos EUA

Os três possuíam autorização de trabalho e, segundo o filho do casal, Julian Rincon, cidadão americano naturalizado, estavam tentando regularizar sua situação migratória no país.

Publicado em 09/19/26
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Família é detida pelo ICE durante viagem enquanto tentava regularizar situação migratória nos EUA

Da Redação

Uma viagem que deveria ser um breve passeio em família terminou com três colombianos detidos pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos. Clara Avellaneda, Henry Rincon e a filha Daniela Rincon, moradores de Herriman, em Utah, foram presos por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) ao chegarem ao Aeroporto Internacional Sky Harbor, em Phoenix, Arizona.

Os três possuíam autorização de trabalho e, segundo o filho do casal, Julian Rincon, cidadão americano naturalizado, estavam tentando regularizar sua situação migratória no país. Atualmente, eles permanecem sob custódia no Eloy Detention Center, no Arizona, enquanto enfrentam processos na Justiça de Imigração.

Julian afirma que a família havia viajado de Salt Lake City para o Arizona quando ocorreu a detenção. Ele questiona a decisão das autoridades de prender pessoas que, segundo ele, estavam seguindo os procedimentos disponíveis para tentar obter permanência legal nos Estados Unidos.

“Se você está passando por um processo de imigração, por que estão detendo pessoas que estão fazendo tudo, que estão seguindo o caminho legal para se legalizar?”, questionou.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) apresentou uma versão diferente sobre a situação migratória da família. Segundo a agência, os três permaneceram nos Estados Unidos além do período autorizado.

Daniela entrou no país em 2 de maio de 2017 e tinha autorização de permanência até 30 de dezembro de 2020. Seus pais chegaram em 25 de agosto de 2019, com autorização para permanecer até 29 de janeiro de 2023. O DHS afirma que nenhum deles deixou o país após o vencimento desses períodos.

A agência também ressaltou que possuir um pedido migratório em andamento não significa, por si só, ter status legal nos Estados Unidos. Segundo o DHS, os integrantes da família permanecerão sob custódia do ICE enquanto avançam os respectivos processos de remoção.

 

Mãe consegue direito à fiança

Desde as detenções, Julian tenta mobilizar apoio para os familiares e contratou um advogado para representá-los. Um juiz de imigração negou fiança para Henry e Daniela, mas autorizou a libertação de Clara mediante pagamento de US$ 12.500. A família, porém, ainda tenta levantar o dinheiro necessário.

Julian, que trabalha como agente de rampa no Aeroporto Internacional de Salt Lake City, também iniciou uma campanha para conseguir ajuda financeira destinada às despesas jurídicas e à tentativa de libertação dos familiares.

De acordo com ele, a família não possui antecedentes criminais. Uma consulta aos registros judiciais de Utah citada nas informações do caso também não encontrou acusações criminais contra os três.

 

Família tinha autorização para trabalhar

Julian e Daniela chegaram inicialmente aos Estados Unidos com vistos de estudante, em 2017. Os pais entraram posteriormente no país.

Julian conseguiu seguir um caminho para a cidadania americana por meio de sua esposa, que é americana. Depois de se naturalizar, passou a fazer uma petição para que seus pais obtivessem residência permanente. Segundo ele, esse processo ainda estava pendente quando ocorreram as detenções.

Daniela, por sua vez, buscava asilo nos Estados Unidos com base nas condições enfrentadas na Colômbia.

Embora o DHS considere que os três permaneceram no país além do período autorizado, Julian destaca que seus familiares possuíam autorizações de trabalho. Henry e Clara administram empresas nos setores de construção e limpeza, enquanto Daniela também estava autorizada a trabalhar.

Para o filho, a família deveria ter a oportunidade de aguardar fora da prisão a conclusão dos procedimentos migratórios.

“Minha esperança é que eles sejam libertados porque estão seguindo o processo. Estão seguindo o procedimento legal para permanecer neste país. Eles não são criminosos. Nós não somos criminosos e somos pessoas trabalhadoras”, afirmou.

Julian também criticou o fato de os familiares terem sido detidos enquanto buscavam uma solução para sua situação migratória. Ele atribuiu a prisão à intensificação das operações de imigração, embora o DHS sustente que a existência de pedidos migratórios pendentes não impede a aplicação das leis de imigração.

Agora, enquanto Henry e Daniela continuam sem direito à fiança e Clara aguarda o pagamento dos US$ 12.500 estabelecidos pelo juiz, Julian tenta reunir recursos e apoio para manter a família unida durante a batalha na Justiça de Imigração.

Fonte: Brazilian Times

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