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Família paga mais de US$ 3 mil a suposto advogado para libertar grávida detida pelo ICE e denuncia possível golpe

Maria Alejandra Gomez-Quiroz estava com aproximadamente cinco meses de gravidez e permanecia no centro de detenção familiar de Dilley, no Texas.

Publicado em 10/03/26
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Família paga mais de US$ 3 mil a suposto advogado para libertar grávida detida pelo ICE e denuncia possível golpe

Da Redação

A família de uma colombiana de 21 anos, grávida e mantida sob custódia da imigração no Texas, afirma ter perdido mais de US$ 3 mil após contratar uma pessoa que acreditava ser advogado de imigração para tentar conseguir a libertação da jovem. O caso ganhou repercussão depois que os familiares receberam um documento aparentemente oficial informando que a fiança havia sido aprovada e paga, mas a mulher continuou detida.

Maria Alejandra Gomez-Quiroz estava com aproximadamente cinco meses de gravidez e permanecia no centro de detenção familiar de Dilley, no Texas.

Segundo relato de sua irmã, Kelly Ocampo, à ABC News, a família acreditou ter recebido uma boa notícia quando chegou uma carta informando que Maria finalmente poderia deixar o centro de detenção.

O documento utilizava um cabeçalho do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) e dizia que a fiança determinada pela Corte de Imigração havia sido paga por meio de um método oficial autorizado pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS).

A expectativa de libertação, entretanto, não se concretizou.

Kelly contou que havia desembolsado mais de US$ 3 mil para uma pessoa que acreditava ser advogado e posteriormente passou a suspeitar que a família havia sido vítima de fraude. Segundo ela, as economias disponíveis foram utilizadas na tentativa de conseguir a libertação da irmã.

A ABC News informou ter procurado a pessoa apontada pela família como responsável pela suposta representação jurídica, mas não obteve resposta. Até então, portanto, a acusação de fraude correspondia à versão apresentada pelos familiares.

Maria havia sido detida pela Patrulha de Fronteira em junho. De acordo com a família, ela deixou a Colômbia acompanhada do companheiro fugindo da violência relacionada a grupos guerrilheiros e pretendia buscar asilo nos Estados Unidos.

Quando o caso foi divulgado, a jovem estava havia mais de 40 dias sob custódia das autoridades migratórias.

O Departamento de Segurança Interna informou que Maria havia sido condenada por entrada ilegal em 6 de julho e permanecia sob custódia do ICE enquanto seu processo migratório seguia em andamento.

Além da preocupação com a detenção, familiares relataram apreensão com a saúde da jovem durante a gravidez. Segundo eles, Maria vinha sentindo dores na região inferior do abdômen.

Em resposta aos questionamentos sobre as condições de atendimento, o DHS afirmou que os imigrantes sob custódia recebem assistência médica desde o momento em que entram no sistema.

O episódio acontece em meio a críticas e questionamentos sobre as condições no centro de detenção familiar de Dilley.

Segundo informações apresentadas por parlamentares e citadas pela ABC News, pelo menos 500 pessoas estavam detidas na unidade, incluindo quatro mulheres grávidas.

Um juiz federal também havia determinado supervisão independente para analisar questões relacionadas ao funcionamento do centro, incluindo o período de permanência dos detidos e o acesso aos cuidados médicos.

O caso de Maria chama atenção ainda para outro problema enfrentado por famílias de imigrantes: o risco de golpes praticados por pessoas que se apresentam como advogados ou especialistas capazes de conseguir libertações, documentos ou benefícios migratórios.

Documentos com aparência oficial, promessas de libertação e cobranças urgentes não devem ser considerados, isoladamente, garantia de que uma fiança foi realmente determinada ou paga. Antes de entregar dinheiro, familiares devem verificar a identidade e as credenciais de quem oferece representação jurídica e confirmar informações por canais oficiais.

Para Kelly Ocampo e sua família, a expectativa de finalmente reencontrar Maria acabou substituída por uma nova preocupação: além de continuar aguardando uma solução para a situação migratória da jovem grávida, eles tentam entender o que aconteceu com os milhares de dólares pagos na tentativa de conseguir sua libertação.

Fonte: Brazilian Times

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