Familiares e defensores dos direitos dos imigrantes denunciam que pessoas com problemas graves de saúde, mantidas em centros de detenção na Flórida, poderão ser deportadas para países africanos. Segundo os relatos, alguns detidos teriam sido informados de que seriam encaminhados à África após dificuldades para serem recebidos por outros países.
Um dos casos é o do cubano Noslén Sendra, de 41 anos, detido desde novembro de 2025. Sua esposa, Anisley Cortés, afirma que ele tem diabetes descontrolada e sofreu pancreatite aguda, com necessidade de internação por várias semanas. Ela também denuncia dificuldades no acesso a medicamentos e alimentação e relata que o marido perdeu mais de 22 quilos durante a detenção.
Segundo familiares e ativistas ouvidos pelo jornal britânico The Guardian, os possíveis destinos incluem a República Centro-Africana e o Burundi. A preocupação é que o transporte e a interrupção de tratamentos agravem condições médicas já delicadas.
Em resposta ao jornal, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos contestou as denúncias e afirmou que os deportados recebem liberação médica antes da viagem e levam os medicamentos necessários.
As denúncias ocorrem em meio a problemas documentados no centro Krome North, em Miami. Relatório do inspetor-geral do departamento registrou 1.102 detidos em uma unidade com capacidade máxima para 882 pessoas, além de deficiências nas instalações sanitárias. O documento apontou que a superlotação compromete a segurança e o funcionamento da unidade.





