Uma investigação federal colocou a deputada democrata Ilhan Omar no centro de uma disputa que envolve cidadania, imigração e poder político nos Estados Unidos.
Segundo o The Wall Street Journal e o New York Post, o governo Trump reúne elementos que poderiam fundamentar uma ação para cancelar a cidadania da parlamentar e, posteriormente, buscar sua deportação.
Na segunda-feira, agentes federais cumpriram um mandado de busca na residência de Omar, em Washington. Foram apreendidos celular, computadores, cadernos e passaporte, conforme as reportagens.
O foco da apuração é uma divergência no ano de nascimento da deputada: alguns registros apontam 1981; outros, 1982. Omar afirma que se tornou cidadã americana aos 17 anos, em 2000, por meio da naturalização do pai.
Os investigadores analisam se informações incorretas sobre sua idade teriam permitido o acesso ao benefício destinado a filhos menores de idade. A suspeita está sob investigação e não representa uma conclusão de culpa.
Omar nega irregularidades. Seu gabinete afirma que a investigação não tem fundamento e acusa Trump de tentar eliminar uma das vozes progressistas mais atuantes do Congresso.
Trump declarou que não teve participação na investigação e atribuiu a condução do caso ao Departamento de Justiça.
Qualquer tentativa de retirar a cidadania da parlamentar dependeria de um processo judicial. A investigação, por si só, não determina perda de cidadania nem deportação.
O caso coloca em debate os limites da atuação do governo e o uso das investigações federais contra adversários políticos.





