O responsável pela política de fronteiras do governo do presidente Donald Trump, Tom Homan, afirmou na quinta-feira que o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) registrou, em setembro, o maior número mensal de deportações de sua história. A declaração ocorreu durante uma visita ao Porto de Miami, onde ele também cobrou a cooperação de autoridades de Nova York com as operações federais de imigração.
Homan não apresentou o total de pessoas deportadas no mês. Questionado sobre os resultados do ano fiscal de 2026, informou que os números ainda estavam em processo de validação e seriam divulgados “em breve” pela Casa Branca.
Segundo ele, o ICE também teria superado seus recordes de prisões em cada um dos meses entre junho e agosto. Durante o pronunciamento, Homan atribuiu às ações migratórias parte da redução da criminalidade no país, sem apresentar dados que demonstrassem essa relação.
“Foi nisso que o povo americano votou, e é isso que está recebendo: uma América mais segura”, declarou.
Recado a Nova York
Homan criticou as restrições à colaboração entre autoridades locais e agentes federais de imigração. Sua manifestação ocorreu após a governadora de Nova York, Kathy Hochul, sancionar uma lei estadual que, conforme o relato, proíbe departamentos de polícia locais de trabalhar com o ICE.
O representante do governo defendeu que a cooperação permite realizar prisões dentro de unidades prisionais, em um ambiente que considera mais seguro para os agentes e para a comunidade.
“Eu esperava que lugares como Nova York e Chicago seguissem esse modelo: trabalhem conosco, deixem que prendamos o criminoso com a segurança oferecida pela prisão”, afirmou.
Homan acrescentou que, sem acesso às prisões locais, os agentes continuarão buscando os alvos nos bairros. Segundo ele, essas operações também podem resultar na detenção de outras pessoas em situação migratória irregular encontradas no local, mesmo que não sejam os alvos inicialmente procurados.
Vazamento de dados do DHS
Durante a visita, Homan também comentou a divulgação de uma base de dados com informações de mais de 40 mil funcionários do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS). O material foi publicado na quarta-feira pelo site Distributed Denial of Secrets.
Segundo Homan, o Departamento de Justiça investiga o caso. Ele afirmou ainda que agentes do ICE enfrentam ameaças e agressões e destacou os riscos da atividade.
“Quero que o povo americano saiba que os agentes do ICE também são mães e pais”, declarou.
O comissário da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP), Rodney S. Scott, também participou do pronunciamento. Ele afirmou que o governo Trump trabalha para alcançar o maior nível de segurança na fronteira da história do país.
Scott declarou ainda que, durante quase 18 meses consecutivos, a Patrulha de Fronteira não liberou no território americano pessoas interceptadas por entrada irregular. Essa afirmação se refere às liberações realizadas pela agência, e não ao total de entradas irregulares no país.





