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ICE avalia compra de cães-robôs para auxiliar agentes em operações nos EUA

Equipamentos podem receber investimento de até US$ 2 milhões e seriam utilizados principalmente em locais considerados perigosos ou de difícil acesso O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) pretende…

Publicado em 08/30/26
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ICE avalia compra de cães-robôs para auxiliar agentes em operações nos EUA

Equipamentos podem receber investimento de até US$ 2 milhões e seriam utilizados principalmente em locais considerados perigosos ou de difícil acesso

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) pretende incorporar cães-robôs às suas operações, em um projeto que poderá movimentar até US$ 2 milhões. A iniciativa aparece em documentos de planejamento de compras do Departamento de Segurança Interna (DHS).

A proposta prevê a aquisição do Spot, robô de quatro patas desenvolvido pela Boston Dynamics, além de equipamentos e acessórios necessários para sua utilização. A estimativa apresentada pelo governo indica gastos entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões.

Apesar da aparência semelhante à de um cachorro, o equipamento funciona como uma plataforma tecnológica móvel. Ele pode circular por determinados ambientes carregando câmeras e sensores, permitindo que equipes obtenham informações sobre um local antes da entrada de agentes.

Um alto funcionário do DHS confirmou à NBC News que existe um plano para adquirir os equipamentos e afirmou que os robôs não deverão ser utilizados para efetuar prisões.

De acordo com a descrição apresentada pelo governo, a tecnologia poderá ser empregada em inspeções, avaliação de possíveis perigos e reconhecimento de áreas que ofereçam riscos aos profissionais envolvidos nas operações.

Os equipamentos também podem contar com sensores capazes de identificar fatores como gases, radiação e vibrações. A intenção é permitir que determinadas áreas sejam verificadas à distância, especialmente em espaços confinados, instáveis ou de difícil acesso.

O uso desse tipo de tecnologia não é novidade entre órgãos de segurança dos Estados Unidos. Departamentos de polícia de cidades como Nova York e Los Angeles já recorreram a cães-robôs em determinadas situações. Em 2024, o Serviço Secreto americano também utilizou equipamentos semelhantes na segurança da propriedade de Donald Trump em Mar-a-Lago, na Flórida.

A Boston Dynamics afirma que seus robôs não devem ser transformados em armas. Em sua política de ética, a empresa declara que não autoriza parcerias destinadas ao uso dos equipamentos como armamento ou como sistemas autônomos para seleção de alvos.

Novas tecnologias nas operações

A possível compra dos cães-robôs ocorre em meio à ampliação do investimento do governo em equipamentos destinados às operações migratórias.

Neste mês, outra proposta envolvendo o ICE chamou atenção após a divulgação de planos para a compra de até US$ 20 milhões em luvas capazes de produzir descarga elétrica.

Tom Homan, responsável pela política de fronteira da Casa Branca, defendeu esse equipamento argumentando que a tecnologia poderia oferecer aos agentes uma alternativa antes do emprego de força letal.

A iniciativa, porém, recebeu críticas de parlamentares democratas. Um grupo de senadores enviou uma carta ao diretor interino do ICE, David Venturella, solicitando o cancelamento do contrato relacionado às luvas e defendendo que os recursos sejam direcionados para treinamento, técnicas de redução de conflitos e mecanismos de responsabilização dos agentes.

Fonte: Da redação

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