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Manifestantes protestam em Massachusetts e exigem o fim das operações do ICE após prisão de 82 imigrantes

Mobilização em New Bedford reuniu ativistas, familiares de imigrantes e lideranças políticas contra as ações de fiscalização migratória do governo Trump. Participantes denunciaram separação de famílias e defenderam mudanças na política de imigração dos Estados Unidos.

Publicado em 10/27/26
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Manifestantes protestam em Massachusetts e exigem o fim das operações do ICE após prisão de 82 imigrantes

Da redação

Manifestantes se reuniram no Riverside Park, em New Bedford, Massachusetts, para protestar contra as operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e exigir o fim das detenções de imigrantes realizadas pelo governo do presidente Donald Trump. O ato, realizado no sábado, foi organizado pela LUCE, rede de organizações que atuam na defesa dos direitos dos imigrantes em Massachusetts.

Com o lema “Free Them All” (Libertem Todos), os participantes criticaram as ações federais de fiscalização migratória e defenderam mudanças profundas no sistema de imigração americano. Durante a manifestação, também foram levantadas reivindicações pelo fim das atividades do ICE, agência responsável por operações de fiscalização e deportação no interior dos Estados Unidos.

Um dos momentos mais emocionantes do protesto foi o depoimento de Daniela Villanueva, que relatou as consequências da deportação de sua mãe pelo ICE. Segundo ela, a separação familiar fez com que fosse encaminhada ao sistema de acolhimento de menores.

“É algo muito doloroso ver seus pais naquela situação e saber que você não pode fazer nada. Você se sente impotente”, declarou Daniela, ao descrever o impacto emocional provocado pela deportação.

A manifestação também contou com a participação de Andrea James, candidata independente ao governo de Massachusetts, que declarou apoio à proposta de extinguir o ICE. Durante seu discurso, ela afirmou que o estado precisa da diversidade, da força de trabalho e da contribuição das famílias imigrantes, além de políticas migratórias que considera justas e equilibradas.

O protesto ocorreu após uma operação migratória realizada no final de setembro na região conhecida como South Coast, que inclui cidades como New Bedford, Dartmouth e Fall River.

Segundo informações divulgadas posteriormente pelo ICE, a operação resultou na prisão de 82 imigrantes que, de acordo com a agência, estavam irregularmente nos Estados Unidos.

As autoridades federais afirmaram que muitos dos detidos possuíam antecedentes criminais envolvendo agressões, crimes sexuais contra menores, extorsão e outras infrações. Entretanto, representantes de organizações comunitárias e autoridades locais questionaram os métodos utilizados durante as abordagens.

Inicialmente, lideranças locais divulgaram números inferiores aos apresentados posteriormente pelo ICE e alegaram que parte dos detidos não possuía histórico de crimes graves. Os críticos também denunciaram os efeitos das operações sobre famílias e comunidades imigrantes.

As diferentes versões sobre o perfil dos presos e a condução das operações ampliaram o debate sobre a fiscalização migratória na região.

 

Organizações prometem manter pressão sobre autoridades

A LUCE, coalizão formada por organizações lideradas por imigrantes, informou que continuará mobilizando a comunidade e pressionando autoridades municipais e estaduais por mudanças nas políticas de imigração.

O grupo também mantém uma linha telefônica regional destinada ao recebimento de relatos sobre possíveis operações e avistamentos de agentes do ICE.

Os organizadores afirmaram que pretendem intensificar a mobilização antes do dia das eleições, buscando ampliar a participação da população nas discussões sobre direitos dos imigrantes e fiscalização federal.

A manifestação em New Bedford reflete a crescente tensão entre as medidas de fiscalização migratória adotadas pelo governo Trump e organizações que defendem maior proteção às comunidades estrangeiras nos Estados Unidos.

Enquanto o governo federal sustenta que as operações são necessárias para aplicar a legislação migratória e reforçar a segurança pública, ativistas argumentam que as ações também atingem famílias e trabalhadores sem antecedentes criminais graves, provocando insegurança e separações familiares.

Fonte: Brazilian Times

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