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Nevada rebate governo Trump após checagem de nomes apontados como possíveis eleitores não cidadãos

Uma investigação conduzida por autoridades eleitorais de Nevada abriu uma nova disputa com o governo federal sobre a presença de não cidadãos nos registros de votação dos Estados Unidos. O estado afirma que um grupo…

Publicado em 09/27/26
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Nevada rebate governo Trump após checagem de nomes apontados como possíveis eleitores não cidadãos

Uma investigação conduzida por autoridades eleitorais de Nevada abriu uma nova disputa com o governo federal sobre a presença de não cidadãos nos registros de votação dos Estados Unidos. O estado afirma que um grupo apresentado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) como suspeito de irregularidades era formado por cidadãos americanos.

A análise começou depois que o DHS encaminhou a Nevada 185 nomes para verificação. De acordo com o procurador-geral adjunto Greg D. Ott, a consulta aos bancos de dados estaduais confirmou a cidadania das pessoas analisadas. Ele também afirmou que as informações enviadas pelo governo federal não continham elementos suficientes para sustentar uma conclusão diferente.

O episódio ganhou repercussão após reportagem do New York Times abordar as divergências entre os dados divulgados pelo governo Trump e os resultados encontrados pelo estado.

A discussão começou meses antes, quando o presidente Donald Trump e integrantes de seu governo anunciaram que centenas de milhares de possíveis não cidadãos teriam sido localizados nos cadastros eleitorais de Nevada, Califórnia, Nova Jersey e Pensilvânia.

No caso de Nevada, o número inicialmente apresentado chegou a 15.903 possíveis registros. Posteriormente, documentos e comunicações enviados às autoridades estaduais passaram a utilizar uma formulação menos conclusiva, tratando os números como casos que ainda precisariam ser examinados.

O secretário de Estado de Nevada, Francisco Aguilar, afirmou que seu gabinete solicitou informações adicionais ao governo federal para verificar as suspeitas. Segundo ele, até agora os registros estaduais não confirmaram as acusações apresentadas pelo DHS.

A versão é contestada pelo Departamento de Segurança Interna. O órgão afirma que a interpretação feita pelas autoridades de Nevada está incorreta e sustenta que os 185 nomes haviam passado por uma revisão antes de serem apresentados ao estado.

A divergência coloca no centro da discussão a maneira como os dados foram classificados e divulgados. Uma pessoa que aparece inicialmente em um banco de dados como possível não cidadã, por exemplo, pode posteriormente ter obtido a cidadania americana, tornando necessária a comparação com registros atualizados antes de qualquer conclusão sobre sua situação eleitoral.

Pela legislação dos Estados Unidos, não cidadãos não podem participar de eleições federais. Casos de votação irregular podem resultar em consequências legais. A controvérsia em Nevada, entretanto, está concentrada em outra questão: se os registros usados pelo governo federal realmente comprovam que pessoas sem cidadania estavam inscritas para votar.

Até o momento, a checagem dos 185 nomes divulgada pelas autoridades de Nevada não confirmou essa alegação, enquanto o DHS mantém sua contestação aos resultados apresentados pelo estado.

Fonte: Da redação

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