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Parentes de militares dos EUA entram na mira da ofensiva migratória de Trump

Familiares de militares americanos estão sendo atingidos pela intensificação das ações de imigração promovidas pelo governo do presidente Donald Trump, apesar da existência de mecanismos criados para oferecer proteção…

Publicado em 09/28/26
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Parentes de militares dos EUA entram na mira da ofensiva migratória de Trump

Familiares de militares americanos estão sendo atingidos pela intensificação das ações de imigração promovidas pelo governo do presidente Donald Trump, apesar da existência de mecanismos criados para oferecer proteção migratória a determinados parentes de integrantes das Forças Armadas dos Estados Unidos.

Uma investigação da Associated Press identificou 52 casos de pais e cônjuges de militares americanos na ativa que foram detidos pelas autoridades de imigração. Como o governo federal não mantém estatísticas específicas sobre detenções de familiares de militares, o número real pode ser maior.

Entre os casos documentados está o da brasileira Maisa Lopes Eliaser, esposa do sargento do Exército americano Alexis Jaramillo. Ela esteve detida no South Louisiana ICE Processing Center, em Basile, no estado da Louisiana.

A situação chama atenção porque familiares de militares podem, dependendo de cada caso, recorrer ao chamado Military Parole in Place (PIP). O mecanismo permite que determinados cônjuges, pais e filhos de militares, reservistas e veteranos solicitem autorização temporária para permanecer nos Estados Unidos.

A medida pode ser especialmente importante para pessoas que entraram no país sem passar formalmente por um ponto de inspeção migratória. Dependendo das circunstâncias individuais, o PIP também pode facilitar etapas posteriores do processo de regularização.

Apesar disso, a investigação encontrou casos de familiares detidos enquanto aguardavam decisões relacionadas ao Military Parole in Place ou durante compromissos ligados aos próprios processos migratórios. O tempo de processamento desses pedidos também teria aumentado, chegando a aproximadamente 12 meses.

Quando a investigação inicial foi publicada, pelo menos seis familiares de militares já haviam sido deportados e outro havia deixado voluntariamente os Estados Unidos. Posteriormente, Cristy Maryori Villafranca-Trejo, esposa do sargento do Exército Hedar Leonel Turcios Juarez, foi deportada para Honduras, tornando-se pelo menos o sétimo pai, mãe ou cônjuge de um militar na ativa deportado durante a atual ofensiva migratória.

O caso também expõe um contraste dentro da política americana. Ao mesmo tempo em que as Forças Armadas buscam integrantes entre comunidades de imigrantes e promovem possíveis benefícios migratórios relacionados ao serviço militar, parentes de pessoas que servem ao país passaram a enfrentar detenções e deportações.

A situação chegou ao Congresso dos Estados Unidos. Parlamentares passaram a questionar a atuação do Departamento de Segurança Interna (DHS) e do Pentágono e a buscar informações sobre a coordenação entre os órgãos em casos que envolvem militares e seus familiares.

Os episódios ampliam o debate sobre os efeitos da atual política migratória sobre famílias diretamente ligadas às Forças Armadas americanas e sobre até que ponto mecanismos como o Military Parole in Place conseguem, na prática, oferecer proteção enquanto pedidos permanecem sob análise.

Fonte: Da redação

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