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Quatro mortes em centro de detenção do ICE na Califórnia provocam protestos de religiosos e denúncias de condições desum

Freiras, líderes religiosos e ativistas realizaram uma vigília em frente ao centro de detenção de Adelanto, onde imigrantes denunciam falta de água potável, alimentação inadequada e atendimento médico insuficiente

Publicado em 10/27/26
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Quatro mortes em centro de detenção do ICE na Califórnia provocam protestos de religiosos e denúncias de condições desum

Da redação

A morte de quatro imigrantes detidos desde janeiro de 2025 no Adelanto ICE Processing Center, localizado no deserto da Califórnia, voltou a provocar questionamentos sobre as condições enfrentadas por pessoas sob custódia das autoridades migratórias dos Estados Unidos.

No dia 7 de outubro, dezenas de ativistas, freiras e representantes de organizações de direitos humanos participaram de uma vigília inter-religiosa em frente à unidade, situada aproximadamente duas horas a nordeste de Los Angeles.

A manifestação foi organizada pelas Irmãs de São José de Orange, em parceria com a Clergy and Laity United for Economic Justice e a Coalition for Humane Immigrant Rights (CHIRLA).

O objetivo foi denunciar as condições consideradas desumanas dentro do centro de detenção e cobrar das autoridades federais medidas para garantir a segurança, a saúde e a dignidade dos imigrantes.

Em julho de 2026, um juiz federal determinou uma série de melhorias no centro de detenção após uma ação judicial apresentada por imigrantes que relataram condições inadequadas de confinamento.

Entre as denúncias estavam a falta de acesso regular à água potável, alimentação insuficiente, atendimento médico inadequado e problemas de higiene.

Segundo informações divulgadas pelo portal CalMatters, a decisão judicial determinou que a unidade fornecesse água limpa, alimentação adequada, sabonetes e produtos de higiene gratuitos.

A ordem também estabeleceu limpeza diária das instalações, distribuição de cobertores e fornecimento de roupas apropriadas às temperaturas enfrentadas pelos detidos.

Ao conceder a medida liminar, o magistrado considerou que os autores da ação tinham probabilidade de demonstrar que as condições de detenção violavam direitos protegidos pela Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

A decisão, entretanto, não representa um julgamento definitivo sobre todas as acusações.

Durante a mobilização, as Irmãs de São José de Orange defenderam que o respeito à vida humana deve prevalecer independentemente da situação migratória de cada pessoa.

Em comunicado divulgado antes da vigília, a congregação afirmou que nenhuma pessoa sob custódia governamental deveria sofrer ou morrer em consequência de negligência, atendimento inadequado ou irresponsabilidade institucional.

As religiosas também criticaram políticas migratórias que, segundo elas, contribuem para a separação de famílias e para o sofrimento de comunidades imigrantes.

O grupo defendeu que pessoas em processos migratórios possam responder aos seus casos em liberdade, em vez de permanecerem detidas.

Além dos protestos contra as condições nos centros de detenção, organizações católicas estão preparando campanhas de oração e mobilização cívica para as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro de 2026.

A organização Network, dedicada à justiça social, participará de uma novena virtual promovida em parceria com o grupo Catholics in Communion, a partir de 1º de novembro.

Os encontros ocorrerão diariamente, às 19h30, pelo horário da Costa Leste dos Estados Unidos, com interpretação simultânea em espanhol.

A programação incluirá orações, informações sobre o processo eleitoral e iniciativas destinadas a incentivar a participação cívica e a defesa da contagem de todos os votos.

Outra mobilização será promovida pela Leadership Conference of Women Religious (LCWR), com início nesta segunda-feira, 26 de outubro, e encerramento no dia das eleições.

A entidade disponibilizará diariamente vídeos de aproximadamente dez minutos com orações pela segurança dos candidatos, eleitores e funcionários responsáveis pelo processo eleitoral.

As quatro mortes registradas no centro de Adelanto desde janeiro de 2025 intensificaram as preocupações de organizações religiosas e de defesa dos direitos dos imigrantes.

Embora as circunstâncias individuais dos óbitos não tenham sido detalhadas nas informações divulgadas sobre a vigília, os episódios passaram a integrar as reivindicações por maior fiscalização e transparência nas unidades de detenção.

Para os organizadores, a mobilização busca chamar a atenção para uma questão central: o governo federal tem a responsabilidade de garantir condições humanas e atendimento adequado a todas as pessoas mantidas sob sua custódia, independentemente de sua nacionalidade ou situação migratória.

A decisão judicial de julho representa uma importante intervenção nas condições da unidade, mas as organizações afirmam que continuarão acompanhando a situação e cobrando o cumprimento das determinações.

Fonte: informações divulgadas pelas Irmãs de São José de Orange, organizações participantes da vigília e reportagem do CalMatters. As alegações sobre as condições de detenção são atribuídas aos autores da ação judicial e aos organizadores da manifestação.

Fonte: Brazilian Times

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