O julgamento de um imigrante hondurenho acusado de balear e deixar paralisado um veterano dos Marines dos Estados Unidos pode ocorrer sem o depoimento da vítima. Jimmy Friesenhahn voltou a ser hospitalizado após apresentar complicações de saúde, segundo informações divulgadas por sua família.
Friesenhahn trabalhava como segurança no El Patio Sports Bar, em San Antonio, no Texas, quando foi baleado em 4 de maio de 2025. O acusado, identificado como Wilmer Vladimir Ruiz Ortega, de 29 anos, teria tentado entrar no estabelecimento portando uma arma.
De acordo com a polícia, o segurança percebeu a arma no bolso de Ortega e tentou impedir sua entrada. Os dois entraram em luta corporal e, durante o confronto, vários tiros teriam sido disparados. Dois atingiram o colete à prova de balas usado pelo veterano, enquanto outro o acertou no pescoço.
O ferimento provocou consequências permanentes. Friesenhahn ficou paralisado, perdeu a capacidade de falar e passou a depender de assistência médica em tempo integral.
Complicação de saúde antes do julgamento
A família informou que o veterano estava previsto para comparecer ao tribunal do Condado de Bexar e testemunhar no processo contra Ortega. Entretanto, ele precisou ser novamente internado devido a complicações relacionadas a um coágulo sanguíneo após uma cirurgia realizada em 28 de agosto.
Segundo Becky Borjon, irmã de Friesenhahn, ele havia passado três semanas em uma unidade de reabilitação antes da nova hospitalização. A família ainda espera que seu estado de saúde permita a participação no julgamento.
Ortega responde por agressão agravada contra um agente de segurança e também enfrenta questões relacionadas à sua situação migratória nos Estados Unidos.
Família questiona histórico do acusado
Os familiares da vítima também questionam por que Ortega permanecia em liberdade antes do episódio. Registros judiciais citados pela imprensa americana indicam uma prisão por dirigir sob efeito de álcool em 2020 e outra, em 2023, relacionada à violação de liberdade condicional. Ele também teria sido detido posteriormente por não comparecer a audiências judiciais.
Emmanuel Martinez, cunhado de Friesenhahn, afirmou que autoridades deveriam ter encaminhado Ortega ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) antes do ataque. A declaração representa a posição da família sobre a atuação das autoridades no caso.
Borjon também criticou as liberações anteriores e afirmou que o cumprimento dos mandados existentes poderia, em sua avaliação, ter evitado o episódio.
Enquanto o processo judicial avança, a família enfrenta as consequências permanentes do ataque. Segundo Borjon, os médicos não esperam que Friesenhahn volte a andar, e os parentes agora se preparam para uma rotina de cuidados de longo prazo.
O gabinete do promotor do Condado de Bexar não comentou o andamento do processo à Fox News Digital.





