Brazilian Times

O primeiro semanário brasileiro nos EUA

Japão não é outro país. É outro mundo.
Moxley On the Move
Coluna Especial·

Japão não é outro país. É outro mundo.

Eu viajei para muitos países e, de todos os que conheci até agora, eu posso chamar o Japão de outro mundo. Não é nada do que nós estamos acostumados a vivenciar, é um outro estilo de vida. Em todo destino sempre há muitos mitos, e principalmente vindos de pessoas que nunca lá estiveram, por isso é bom viajar e tirar a poluição sonora que a mídia transmite.

Moxley

James Moxley

Colunista · Brazilian Times

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Moxley On the Move

Japão não é outro país. É outro mundo.

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Eu viajei para muitos países e, de todos os que conheci até agora, eu posso chamar o Japão de outro mundo. Não é nada do que nós estamos acostumados a vivenciar, é um outro estilo de vida. Em todo destino sempre há muitos mitos, e principalmente vindos de pessoas que nunca lá estiveram, por isso é bom viajar e tirar a poluição sonora que a mídia transmite.

Eu e a Claudia passamos maravilhosos 12 dias na Terra do Sol Nascente. Isso está ligado ao próprio nome Japão em japonês, Nihon (日本), que pode ser interpretado como "origem do sol".

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Eu não vou escrever tudo em uma só matéria, pois foram vários lugares encantadores e com muitas fotos. Nós conhecemos desde o Monte Fuji até os snow monkey em Nagano, tudo através do famoso trem-bala que é chamado de Shinkansen.

Durante a leitura pode-se observar que sempre estamos acompanhados por alguém, isso porque fomos em um grupo organizado pela Globo Travel do meu amigo Carlos Zucher. Nenhuma das minhas viagens foi patrocinada, quando eu elogio é porque eu gostei. O telefone deles é 617 868-0902, também pelo WhatsApp 857 287-5545

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Nos primeiros dias ficamos em Tóquio, hospedados no bairro Shinjuku, no Hotel Gracery, onde tem um enorme Godzilla sobre o hotel. Shinjuku é um dos bairros mais famosos e movimentados de Tóquio. O local não poderia ser melhor, é o centro nervoso de Tóquio, dá para sentir a dimensão da cidade. O bairro tem muitos restaurantes, bares, lojas de eletrônicos, painéis luminosos enormes e alguns em 3D. Shinjuku merece uma matéria à parte, sobre a qual irei escrever.

No primeiro dia fomos logo para o Santuário Meiji, ou Meiji Jingu, que é um dos santuários xintoístas mais importantes e visitados de Tóquio (o xintoísmo é a religião tradicional originária do Japão). O santuário fica no bairro de Shibuya, que é vizinho de Shinjuku.

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Nós fomos caminhando até o santuário e, no caminho, passamos por um local onde havia uma estátua da liberdade junto com o metrô de Nova York e um poste com uma placa escrita Broadway. Não havia nada explicando o porquê, tiramos algumas fotos e continuamos a nossa jornada.

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Chegando no Santuário Meiji, logo vimos um enorme Torii, que são portais tradicionais que indicam a passagem do mundo cotidiano para um espaço considerado sagrado pelo xintoísmo. O portal Torii é muito bonito, é feito de madeira robusta e maciça. Os Torii podem ter várias cores, mas os mais tradicionais são o vermelho ou a madeira natural, também existem alguns feitos de pedra ou metais.

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Após cruzar o Kitasando Torii, nós entramos em uma minifloresta feita com 700 mil metros quadrados e aproximadamente mais de 100 mil árvores de várias regiões do Japão. O contraste é grande quando se entra no parque, saímos de uma cidade agitada com lojas e telões e de repente a paz bate forte na gente.

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Logo chegamos ao Honden, que é a parte mais sagrada do Meiji Jingu. É nele que estão consagrados os espíritos, ou kami, do imperador Meiji e da imperatriz Shōken. O edifício segue o estilo tradicional japonês Nagare-zukuri, caracterizado principalmente pelo formato curvo e alongado do telhado.

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Ao entrar na área do Honden, a sensação que tive foi diferente do que imaginava encontrar em um santuário. Em vez de entrar em um prédio fechado, cheguei a um grande pátio a céu aberto, cercado por construções tradicionais de madeira. O espaço transmite uma sensação de tranquilidade e organização, com a arquitetura formando uma espécie de moldura ao redor do pátio.

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É nesse ambiente aberto que os visitantes se aproximam para fazer suas oferendas e orações. O Honden propriamente dito fica na parte mais interna e sagrada do complexo, com acesso restrito. Para mim, o mais interessante foi justamente essa combinação entre o pátio aberto, as construções de madeira e a floresta ao redor, criando um ambiente simples, silencioso e muito diferente da movimentação de Tóquio que encontramos poucos minutos antes.

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A próxima parada foram os barris de saquê (Kazaridaru), que é uma enorme parede formada por barris de saquê coloridos e cuidadosamente empilhados. Conhecidos como Kazaridaru, eles representam oferendas feitas por produtores de saquê de várias regiões do Japão. Cada barril possui desenhos e inscrições diferentes, transformando uma antiga tradição religiosa em um dos pontos mais fotografados do caminho. No xintoísmo, o saquê tem importante significado espiritual e é tradicionalmente oferecido aos kami, as divindades veneradas nos santuários.

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Para visitar o Meiji Jingu, eu aconselho estudar bem um mapa do parque e marcar os pontos no seu GPS. O parque é muito grande e é bem fácil se perder e acabar não vendo algumas das atrações como os barris de vinho francês, o Temizuya, o Meiji Jingu Inner Garden, o Kiyomasa's Well e mais. Não mencionei na matéria, mas visitei todos os pontos do parque.

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Logo encostada ao parque fica a famosa Takeshita Street, que é uma das ruas mais famosas de Harajuku. A Takeshita Street ganhou fama principalmente pela moda jovem japonesa. Harajuku tornou-se internacionalmente conhecido por estilos criativos e, algumas vezes, extravagantes, incluindo referências a Lolita, cosplay, punk e kawaii.

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O mais incrível é que minha esposa Claudia e a nossa amiga Luciana conseguiram se divertir em uma rua aonde não existe nenhum produto de grife. (Milagre)

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Na entrada da rua tem um grande portal colorido que anuncia que você está entrando em um dos centros da cultura jovem de Tóquio. A rua tem aproximadamente 350 metros de extensão e é quase totalmente voltada para pedestres. Logo na entrada, próxima à Harajuku Station, já dá para sentir o movimento e a energia que tomam conta de toda a rua.

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Caminhar pela Takeshita Street é muito interessante, lá eu encontrei lojas com roupas bem diferentes, acessórios e comidas servidas por lugares bem pequenos, e o mais importante, nada se repetia, o padrão era a originalidade. Uma quantidade grande de gente de todos os tipos navegando pela rua, era muito divertido.

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As duas atrações, das quais pelo menos uma tem que ser feita, são os crepes de Harajuku. Os sabores podem ser morango, banana, chocolate, sorvete, chantilly, cheesecake e outras opções. Diferentemente dos crepes tradicionais europeus servidos em pratos, aqui eles são enrolados em formato de cone e preparados para comer enquanto se passeia. A outra atração é o algodão-doce gigante e colorido, e foi o que nós fizemos, é ideal para tirar fotos divertidas e o que todos fazem. A loja fica no segundo andar e tem que procurar para não passar despercebida.

A Takeshita Street eu recomendo muito, é ótima para fotos, ver coisas e pessoas diferentes. A grande verdade é que os diferentes éramos nós, em uma rua altamente alternativa e muito divertida.

Uma prova de sobrevivência, após passear com as duas em uma rua onde não há nada de grife, de imediato levei as duas para a Omotesando Avenue, que é uma das avenidas mais elegantes de Tóquio. Os olhos delas até brilhavam de alegria, a Omotesando é chamada de Champs-Élysées de Tóquio, um contraste com a Takeshita Street. Omotesando é conhecida pelas grandes marcas internacionais, arquitetura moderna e lojas sofisticadas.

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É uma avenida larga, com bastantes árvores e uma concentração de boutiques de luxo, aonde lojas de grandes grifes como Prada, Dior, Louis Vuitton e outras marcas construíram lojas que mais parecem uma obra de arte arquitetônica. Mesmo para aqueles que não gostam de fazer compras, como eu, vale andar na rua para apreciar a arquitetura. Agora, para quem gosta de comprar, é um verdadeiro paraíso.

É muito difícil escrever sobre o Japão, porque cada detalhe dá para escrever muito e o difícil é me controlar, na próxima matéria tem mais.

Viajar e fotografar é uma forma maravilhosa de eternizar momentos, descobrir novos olhares e reviver, para sempre, as emoções de cada destino visitado.

Eu sempre acredito que é importante contar com um agente de viagens de confiança. Eu tenho o meu e espero que você também tenha o seu.

Todas as viagens que compartilho aqui foram realizadas com os meus próprios recursos. Nenhuma delas foi patrocinada ou presenteada por ninguém. O que você lê é a minha experiência real, paga do meu bolso e vivida do meu jeito, como qualquer viajante comum.

Visite meu Instagram @moxleyonthemove

 

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