Um morador de Fall River, em Massachusetts, está enfrentando graves acusações criminais após uma investigação policial revelar a existência de gravações clandestinas feitas dentro do banheiro de sua residência. O suspeito, identificado como Marco Silva, de 55 anos, teria utilizado uma câmera escondida em um dispositivo disfarçado de carregador USB para registrar imagens de pessoas sem o conhecimento ou consentimento delas. Entre as possíveis vítimas estão menores de idade.
O caso veio à tona em 4 de julho de 2026, durante uma reunião realizada na casa do acusado. Um dos convidados percebeu a presença de um objeto suspeito no banheiro e descobriu que se tratava de um equipamento de gravação camuflado como um carregador de tomada. O dispositivo foi entregue ao Departamento de Polícia de Fall River, dando início à investigação.
Inicialmente atendida por policiais da divisão de patrulhamento, a ocorrência foi encaminhada à Divisão de Crimes Graves, que passou a conduzir uma investigação mais aprofundada sob a responsabilidade do detetive Nicholas Custadio.
Por meio de mandados judiciais de busca, análises forenses de dispositivos eletrônicos e entrevistas com testemunhas, os investigadores localizaram diversos arquivos contendo imagens de pessoas em diferentes estados de nudez, aparentemente registradas sem que soubessem da existência da câmera.
Durante a análise do material, os policiais também identificaram gravações envolvendo menores de idade, o que ampliou a gravidade das acusações.
O trabalho investigativo permitiu identificar várias possíveis vítimas e reunir provas que foram encaminhadas à Justiça.
Marco Silva foi formalmente indiciado por um grande júri do Tribunal Superior do Condado de Bristol em 17 de setembro de 2026. Na quarta-feira, 7 de outubro, ele compareceu ao Tribunal Superior de Fall River, onde se declarou inocente das acusações.
Entre os crimes atribuídos ao suspeito estão múltiplas acusações relacionadas à gravação de pessoas nuas sem consentimento, registros ilícitos envolvendo menores e posse de material de abuso sexual infantil.
O chefe do Departamento de Polícia de Fall River, J.T. Hoar, elogiou o trabalho realizado pelo detetive Nicholas Custadio, destacando a atenção aos detalhes, a persistência e os procedimentos adotados para identificar as possíveis vítimas e reunir evidências.
Segundo Hoar, a investigação revelou uma invasão particularmente perturbadora da privacidade das pessoas envolvidas.
O chefe de polícia também ressaltou a importância da atitude do convidado que encontrou o equipamento e decidiu comunicar o caso às autoridades. De acordo com ele, essa iniciativa foi fundamental para que os investigadores descobrissem as gravações e identificassem outras possíveis vítimas.
O episódio também chama a atenção para a utilização de dispositivos eletrônicos de vigilância disfarçados de objetos comuns, capazes de realizar gravações sem despertar suspeitas.
O processo continua em andamento na Justiça de Massachusetts. Uma nova audiência está prevista para 15 de dezembro de 2026.
Apesar da gravidade das acusações, Marco Silva é considerado inocente até que sua eventual responsabilidade criminal seja comprovada perante a Justiça.





