Da Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou a Venezuela da relação de países que, segundo Washington, “falharam de maneira demonstrável” em cumprir suas obrigações internacionais de combate ao narcotráfico. A mudança ocorre pela primeira vez em mais de duas décadas e foi anunciada como parte da lista elaborada pelo governo norte-americano para o ano fiscal de 2027.
A decisão representa uma mudança em relação ao ano anterior. Na relação referente a 2026, a Venezuela aparecia ao lado de Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia entre os países considerados pelo governo dos Estados Unidos como tendo falhado de maneira demonstrável em seus esforços antidrogas.
Segundo a Reuters, Trump atribuiu a retirada venezuelana dessa categoria ao aumento da cooperação entre Washington e o governo interino liderado por Delcy Rodríguez, após a saída de Nicolás Maduro do poder. A administração norte-americana afirma ter observado avanços na atuação contra organizações envolvidas com o narcotráfico.
A mudança, entretanto, não significa que os Estados Unidos tenham retirado a Venezuela de todas as classificações relacionadas às drogas.
O país continua fazendo parte da chamada “Major’s List”, composta por 23 nações identificadas pelos Estados Unidos como importantes áreas de produção de drogas ilícitas ou utilizadas como corredores para o tráfico internacional. A inclusão nessa relação é diferente da classificação mais restrita dos países que teriam falhado em cumprir suas obrigações de combate ao narcotráfico.
Para 2027, Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia permanecem na categoria dos países que, segundo a determinação presidencial, não realizaram esforços substanciais suficientes nos 12 meses anteriores para cumprir suas obrigações internacionais antidrogas.
A Venezuela estava nessa classificação desde 2005, segundo a Reuters, tornando a decisão uma alteração significativa na política de Washington em relação a Caracas. Apesar da retirada da categoria de países considerados em descumprimento, o governo norte-americano continua cobrando ações contra o tráfico e organizações criminosas que atuam na região.
A decisão ocorre em meio a uma nova fase das relações entre Estados Unidos e Venezuela, marcada pelo aumento da cooperação entre Washington e a administração interina de Delcy Rodríguez.





